Crescimento pode eventualmente exigir "ajuste", diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que o crescimento econômico de 2004 será maior do que o da média dos últimos anos. O ministro afirmou ainda que não vê "obstáculos importantes" no horizonte para o crescimento do PIB brasileiro. Apesar disso, ele comentou que a expansão econômica poderá eventualmente exigir algum ajuste. Esse ajuste, no entanto, será para garantir as condições de crescimento e não para criar empecilhos, segundo Palocci.Ele elogiou a transparência do Banco Central, comentando que o BC tem colocado em seus documentos tudo que tem que ser dito sobre a condução da política monetária. Ele também acrescentou que deseja que o BC continue vigilante em relação ao comportamento da inflação.Palocci também pediu para que se aproveitasse o momento atual de expansão econômica para se fazer o que ele chamou de "uma boa reflexão". Esta reflexão, na visão de Palocci, teria que passar por uma avaliação de que o governo deve continuar sendo perseverante no cumprimento de sua agenda microeconômica. Isto, segundo o ministro, daria condições de sustentabilidade do desenvolvimento econômico junto com atuações do governo em outras áreas como a da infra-estrutura e a de política industrial.Ele fez questão de frisar que o governo tem agido de forma intensa em questões como a infra-estrutura portuária no País e do modelo energético. Feito isto, o ministro acredita que o País terá condições de cumprir sua vocação para o crescimento e alcançar um desenvolvimento sustentado por "10 , 12 ou 15 anos".Cenário de crescimentoEle também acrescentou que a economia continua crescendo neste terceiro trimestre do ano. O ministro aproveitou para elogiar as empresas brasileiras, que, segundo ele, "estão muito preparadas" para enfrentar um cenário de crescimento interno e o aumento concomitante das exportações."No passado as empresas não conseguiram compatibilizar o aumento de vendas internas com a elevação das exportações. Agora nós temos um avanço e as empresas estão conseguindo fazer esta compatibilização", disse o ministro.

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