Crescimento será maior no 2º semestre, diz Tombini

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil atravessa "uma típica desaceleração cíclica" e pela primeira vez em muitos anos o País passa por um ciclo de negócios. A declaração foi dada em uma teleconferência com a imprensa estrangeira.

AE, Agencia Estado

23 de julho de 2012 | 13h50

Tombini voltou a afirmar que o crescimento econômico deve se acelerar na segunda metade deste ano, acrescentando que está confortável com essa visão. "Já existem alguns sinais de crescimento mais forte no segundo semestre", comentou, apontando que já houve "alguma aceleração" nos novos empréstimos em junho.

Ele argumentou que o mercado de trabalho continuará "muito forte", e que o elevado nível de empregos e salários dá suporte para a economia, elevando a demanda doméstica e favorecendo a indústria local, que já registrou uma redução nos estoques nos últimos meses.

Mas Tombini também apontou para os riscos criados pela crise no exterior, que gera um elevado grau de incerteza e pressiona o crescimento, apesar de indicar desinflação. O presidente do BC disse que a convergência da inflação para a meta de 4,5% ainda é possível este ano, e que a projeção de inflação para 2013, de 5%, não restringe a política monetária, neste momento. "O resultado do IPCA-15 (divulgado na semana passada) é compatível com a meta do Banco Central", comentou.

Ele disse ainda que o governo não abandonou a estratégia de acumulação de reservas internacionais, afirmando que esse processo será retomado quando as condições de mercado permitirem. O presidente do BC defendeu o regime de câmbio livre, argumentando que essa é "a primeira linha de defesa" para que o País possa absorver choques globais. Tombini comentou que o real mais fraco já está ajudando a indústria, e acrescentou que o governo só intervém nos mercados de câmbio quando eles estão funcionando mal, e que vai voltar a fazê-lo se necessário.

Tombini afirmou ainda que o País continua sendo um destino muito forte para o investimento estrangeiro direto (IED), que será mais do que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente este ano. "Espero que IED continue evoluindo favoravelmente". As informações são da Dow Jones.

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