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Crescimento sustentável depende da força da indústria

Diferentemente da maior parte dos economistas, o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda Júlio Gomes de Almeida não atribuiu à indústria o ''''fabuloso'''' crescimento do PIB no segundo trimestre deste ano. ''''Estamos vivendo um ciclo de crescimento do comércio (8,1%), da intermediação financeira, da previdência complementar e seguros (9,6%) e da Tecnologia da Informação (7,5%). Muito fortes, eles é que estão puxando o PIB'''', enumera o economista, deixando de fora a indústria, que se expandiu em 6,8% na comparação com 2006. Mas não é um bom número? ''''É muito bom, mas a indústria ainda está atrás de outros setores e, se o Brasil quiser crescer mais de 5%, de maneira sustentável, vai ter que dar mais gás ao setor'''', pondera, lembrando que, historicamente, o carro-chefe sempre foi a indústria, que crescia em ritmo bem maior que o PIB.Mesmo assim, segundo o ex-secretário, esse aumento do PIB é o maior dos últimos dez anos, à exceção de dois trimestres consecutivos em 2004. ''''Apesar dos números extraordinários em 2004, não podemos esquecer que a base de comparação era muito baixa. No ano de 2003, houve forte contração do crescimento da indústria, do comércio, da TI e dos serviços, todos números negativos'''', lembra. Pelo contrário, o resultado deste primeiro semestre teve como base de comparação 2006, um ano bom para economia brasileira.Gomes de Almeida destaca também que, no caso de serviços, são os setores de ponta que estão crescendo. ''''Outros, como o da administração pública, da saúde e da educação, que têm peso de 20% na economia, continuam fracos.'''' Já o crescimento do comércio, fortíssimo, está se dando por meio de importações e de uma significativa queda da sonegação. Na indústria, há crescimento forte sim, mas apenas em alguns nichos, que estão ampliando seu raio de ação, mas ainda são nichos. ''''O crescimento do setor de TI é a exceção. Trata-se de um boom que vem vindo desde os anos 90 e assim deve continuar.''''IMPRESSÃO DIGITAL Depois de perder para a VarigLog a compra da Varig e de criticar duramente a Lei de Recuperação Judicial, o empresário German Efromovich, controlador da Oceanair, volta à caça. Esta semana, ele manifestou, durante audiência com o juiz Alexandre Lazarini, da 1ª Vara de Recuperações Judiciais e de Falências de São Paulo, interesse na aquisição da Vasp.Nessa audiência - na qual também estiveram outros interessados e representantes dos trabalhadores -, o juiz deixou claro: se não houver solução para a Vasp, ainda que parcial, na Assembléia de Credores do dia 27, a falência será decretada.DESMORALIZAÇÃO TOTALIndignação, revolta e decepção, generalizada e irrestrita, espalharam-se ontem pelo setor privado brasileiro diante da inacreditável absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros, traduzidas em inúmeros e-mails recebidos por esta coluna logo após o anúncio da decisão.Mas, pelo jeito, o constrangimento pela Ilha da Fantasia não foi tão grande assim. Tanto assim, que Aloizio Mercadante nem sequer se ruborizou ao declarar, publicamente, que foi um dos seis senadores que se abstiveram na votação, abstenção esta que definiu o destino de Calheiros.COBERTOR CURTOAproveitando a viagem do presidente Lula, o Centro de Tecnologia Canavieira assina hoje, em Copenhague, um acordo com a empresa Novozyme para o desenvolvimento de um processo de fabricação de etanol a partir do bagaço de cana, com o uso de enzimas, conforme já publicado por esta coluna.O acontecimento, porém, deixou o setor de energia curioso. Como será que o governo está contando com energia elétrica feita a partir do bagaço de cana se ele será usado para fabricar mais etanol?E mais: o bagaço terá seu preço indexado ao álcool?REALIDADE BRASILEIRAPesquisa divulgada esta semana pelo Ipea, sobre eficiência na gestão municipal no Brasil, trouxe um resultado surpreendente, segundo seus autores, Ronaldo Serôa da Motta e Ajax Moreira.A eficiência dos gastos não aumenta com a informatização e terceirização de funções.TIA Apex-Brasil inicia em novembro, pelo México, o projeto Brasil Tecnológico. O objetivo é envolver os setores de tecnologia de ponta, como plástico, TI, eletroeletrônico e médico-odontológico, para agregar valor à pauta de exportação brasileira.Em 2008, o projeto deve ir para o Japão.INVESTIMENTOA Libra está investindo R$ 30 milhões em seus terminais em Santos e no Rio de Janeiro.Basicamente em ampliação da área de armazenamento.AGENDAEmpresários dos setores da construção civil, turismo, hotelaria e bancário do Canadá vêm ao Brasil em novembro para participar da 11º Brazilian Hospitality Investiment Conference.Além de conhecer o potencial imobiliário turístico do Brasil, farão contatos e negócios.

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