Crescimento veio com capital do BNDES

A entrada da empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a BNDESPar, no capital da Bom Gosto foi um divisor de águas para a Bom Gosto. Desde 2007, o laticínio comprou sete empresas, incluindo a Líder Alimentos, uma das operações mais relevantes para a mudança de porte da companhia.

, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

Fundada em 1993 por Wilson Zanatta e sua esposa, com três funcionários, a Bom Gosto hoje emprega 3,5 mil pessoas e trabalha com 32 mil produtores. Em 2000, o faturamento da Bom Gosto era de R$ 5 milhões. Em 2009, ficou em R$ 1,6 bilhão. Para este ano, a empresa estima receitas de R$ 2,2 bilhões.

Além do BNDES, a Bom Gosto também atraiu investimentos do fundo de private equity CRP Companhia de Participações, hoje com 5% do capital da empresa. A BNDESPar tem 34%, o que gera críticas sobre o nível da parceria da empresa com o banco de fomento.

De acordo com Zanatta, entretanto, o investimento do BNDES permitiu abreviar o processo de crescimento da Bom Gosto. "Se nós crescermos com a rentabilidade do setor, vamos demorar 50 anos para ter um Brasil forte. Se crescermos com apoio de um fundo e abertura de capital, vamos atrair o recurso que está no mundo", diz. "O BNDES nunca me deu R$ 1 de graça. O equity que o BNDES colocou, vai tirar com lucros. O dinheiro que o BNDES me emprestou como financiamento, um único de R$ 28 milhões, estou pagando com juros."

Denúncias. O empresário preferiu não comentar denúncias apresentadas por sindicatos de laticínios de Alagoas e Ceará de que a Bom Gosto venderia leite longa vida abaixo do preço de custo na região. O Ministério Público Federal de Pernambuco acatou a denúncia de concorrência desleal contra a empresa. Zanatta diz apenas que só vai comentar o assunto depois do encerramento dos processo. / T.F.

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