CRF alerta para diferença de preço nos remédios

O presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF), Antônio Barbosa, alerta o consumidor que o remédio de marca pode ser até 180% mais caro que o medicamento genérico. Ele recomenda uma boa pesquisa de preço nas farmácias, o que poderá resultar em uma economia significativa. "A diferença de preço é grande em diversos medicamentos, porém as farmácias não estão bem abastecidas de genéricos", avisa.Os medicamentos genéricos são identificados por uma tarja amarela, com uma grande letra "G" e a frase "Medicamento Genérico" impressos na cor azul em sua embalagem. Essa medida e a proibição da venda de similares sem nome fantasia, que está vigorando desde 15 de setembro, visam a ajudar o consumidor a reconhecer o genérico no momento da compra.O genérico é uma cópia idêntica do remédio de marca. A legislação para o registro dos genéricos tem como obrigatoriedade a realização dos testes de bioequivalência e equivalência farmacêutica. Esses testes, de acordo com o presidente do CRF-DF, é feito para controle de qualidade por meio da retirada de amostras nos pontos-de-venda e análise em laboratórios oficiais. Os similares não passam por estes testes. O Ministério da Saúde já concedeu registro para cerca de 400 genéricos de 57 classes terapêuticas, com destaque aos medicamentos usados no tratamento da aids, do diabetes e do câncer. Barbosa recomenda ao consumidor que peça ao seu médico pelo menos três opções de medicamentos na sua receita média, além do nome do princípio ativo. "Se o paciente exigir diferentes marcas de medicamentos, incluindo o genérico, poderá realizar uma compra mais econômica", alerta o presidente do CRF-DF.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2001 | 15h44

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