CRF-DF: falta de informação prejudica genéricos

O consumidor encontra dificuldade para encontrar os medicamentos genéricos nas farmácias brasileiras. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) Antônio Barbosa, a falta de informação de médicos, consumidores e farmacêuticos é o principal fator que impede a disseminação da venda dos genéricos no País. O presidente do CRF-DF avalia que o Ministério da Saúde deve se empenhar na prestação de informações sobre os genéricos. "A divulgação dos genéricos ainda é fraca. O governo deveria montar uma estratégia de comunicação eficiente aos consumidores e aos profissionais do setor de saúde", define. Faltam genéricos nas farmáciasAntônio Barbosa afirma que o consumidor muitas vezes chega a visitar mais de uma farmácia para encontrar o genérico. "As farmácias estão com poucos genéricos em seus estoques", define. Em Brasília, as farmácias serão obrigadas a oferecer ao consumidor no mínimo 75% dos genéricos disponíveis no mercado. O CRF-DF baixou uma deliberação que obriga as prestadoras de serviço farmacêutico a ter nas prateleiras, no mínimo, 75% dos 216 genéricos que já estão disponíveis para venda nas farmácias. A medida, segundo o presidente da CRF-DF, tem o objetivo de proteger o consumidor que não encontra nas farmácias todos os genéricos registrados. Como há diferenças de preços de até 97% entre genéricos com o mesmo princípio ativo, as farmácias terão de manter as várias opções para o consumidor. Atualmente, a única obrigação das farmácias de todo o País, por Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é a de manterem uma lista com os nomes de todos os genéricos afixadas em local visível para o consumidor. Entretanto, as farmácias não são obrigadas a colocar os medicamentos à disposição. Médicos têm pouca informação sobre genéricoDe acordo com o coordenador do Sistema de Informação sobre Medicamentos do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Antônio Carlos Zanini, poucos médicos recomendam os genéricos porque recebem poucas informações sobre a eficácia destes medicamentos. "Os laboratórios e o governo não estão realizando um trabalho de informação junto as entidades médicas", avalia.Zanini ressalta que apenas cerca de 3% dos médicos paulistas estão receitando os genéricos aos seus pacientes. "Na maioria dos casos, quem exige o genérico na receita é o paciente", avisa. Ele acredita que os laboratórios deveriam criar uma estratégia de canais de comunicação junto aos médicos, farmacêuticos e a população para uma melhor distribuição e recomendação dos medicamentos genéricos.Veja no links abaixo a lista completa dos genéricos registrados pela Anvisa até o último dia 30 de março e uma lista com os remédios de marca e os correspondentes genéricos de cada um.

Agencia Estado,

10 de abril de 2001 | 13h07

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