CRF: remédio aumentou após acordo

O Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal (CRF-DF) divulgou uma lista de 49 medicamentos que sofrerão reajustes entre 6,11% e 35,92% em setembro. Estes aumentos rompem o acordo firmado entres os laboratórios e o governo para manter os preços congelados até o fim do ano, nos valores de junho. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) contestou a lista apresentada do CRF-DF e prometeu divulgar uma nova lista com os preços dos remédios, sem os aumentos.Os produtos reajustados são antibióticos, diuréticos, analgésicos, antitérmicos, anti-sépticos, entre outros, dos laboratórios Galderma, IMA e Pharmus. O maior reajuste aconteceu no antibiótico Clarimax, que subiu 35, 92%. O próprio laboratório admitiu o aumento, dizendo que não teria como manter o produto no mercado nesse preço até o fim do ano. O presidente do CRF-DF, Antônio Barbosa, disse que mesmo após firmar o pacto com o governo em não aumentar preços, a indústria farmacêutica manteve em setembro o preço de mais 700 produtos reajustados em julho e não recuou os preços aos patamares de junho como prometido. O secretário-adjunto da Seae, Sérgio Porto, contesta as afirmações da CRF-DF e diz que os medicamentos tiveram os preços publicados erradamente na revista usada pelas farmácia. Ele prometeu divulgar no site do Ministérios da Fazenda (veja no link abaixo) os preços corretos.Apesar das explicações do Seae, o presidente do CRF-DF disse que está estudando com seus advogados para entrar com uma representação junto ao Ministério Público sobre o aumento dos medicamentos. "Infelizmente, o pacto com o governo foi cavalheiro, assim não existe nenhum tipo de punição aos laboratórios que reajustarem os preços", explicou Barbosa. "A única forma de coibir os aumentos é denunciar ao público e aos órgãos competentes".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.