Criação de emprego formal cresce 39% e é recorde no 1º tri

Geração de vagas com carteira assinada soma 554.440 nos três primeiros meses do ano, segundo dados do Caged

Isabel Sobral, da Agência Estado,

17 de abril de 2008 | 17h30

A oferta de empregos com carteira assinada voltou a bater recorde no mês passado com a abertura de 206,5 mil novas vagas. De janeiro a março, foram criados 554,4 mil empregos formais. Os dados, divulgados ontem, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e são os melhores resultados na comparação dos respectivos períodos desde o início da série do Caged de 1992.  O resultado positivo de março na geração de empregos foi 41% mais alto que o saldo registrado no mesmo mês de 2007 e significou um acréscimo de 0,70% no estoque de empregos formais da economia. Em relação ao primeiro trimestre, o saldo acumulado representa 39% de aumento frente a igual período do ano passado. Nos doze meses encerrados em março, 1,77 milhão de novos trabalhadores se colocaram no mercado formal.  Em março, com exceção da indústria de transformação, os vários setores econômicos registram recordes na geração de empregos. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou o crescimento da oferta de empregos no setor da construção civil, que registrou saldo positivo de 33,4 mil postos. No mesmo mês do ano passado, a construção havia empregado 17,2 mil pessoas. "Esse setor está bombando", comentou Lupi.  A indústria teve saldo positivo de 40,4 mil empregos formais, mas foi praticamente o mesmo resultado obtido no mesmo mês de 2007. Para Lupi, isso não é um sinal de alerta, pois as contratações no setor "têm potencial" para reagir. No trimestre, o setor acumula 146,2 mil novos postos.  O segmento de serviços registrou 89 mil novas vagas no mês passado com destaque para prestação de serviços de limpeza, vigilância, seleção de mão-de-obra e informática. Os serviços associados às atividades de alojamento e alimentação registraram abertura de 19,5 mil postos. O ensino respondeu pela criação de 16,7 mil empregos formais. No trimestre, os serviços acumulam 212,6 mil novas vagas. O comércio registrou 19,6 mil novos postos em março, o maior saldo positivo para o período de acordo com as estatísticas do Caged. No trimestre, são 35,4 mil novos empregos formais.  Para o ministro, os dados apontam para uma continuidade do ritmo intenso de contratações de mão-de-obra "nos meses de abril, maio e junho". "Também continuo mantendo minha previsão de abertura de pelo menos 1,8 milhão de empregos este ano", completou o ministro. Em 2007, foram criados 1,6 milhão de colocações no mercado formal de trabalho, que até agora é o recorde do Caged.  O Caged é um cadastro feito pelo Ministério do Trabalho com base nas informações mensais encaminhadas por empresas privadas que contratam e demitem segundo as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ficam de fora dessa estatística, os servidores públicos e empregados domésticos.

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