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Criação de emprego formal teve alta em fevereiro, afirma Lupi

Segundo ministro, saldo de contratações foi positivo no mês passado após queda em dezembro e janeiro

Evandro Fadel, de O Estado de S.Paulo

13 de março de 2009 | 17h47

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse nesta sexta-feira, 13, em Curitiba, que as manchetes apresentando aumento de desemprego, principalmente na indústria paulista, estão "atrasadas". "O dado com que trabalho não é pesquisa, são dados mensurados pelo Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged)", afirmou. Segundo ele, em janeiro foram contratadas 1,2 milhão de pessoas contra 800 mil em dezembro. No entanto, ainda houve 1,3 milhão de demissões. "Mas em fevereiro já equilibrou e tem um avanço", garantiu. "Vai ter um salto positivo."

 

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Presente à mesma solenidade de inauguração do prédio do Tribunal Regional do Trabalho, o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, manifestou uma visão diferente. "Acreditamos que ainda vamos ter um resultado fraco neste primeiro trimestre", afirmou. "Mas a economia já dá sinais de recuperação." De acordo com ele, o crédito já está praticamente em ordem, faltando apenas algumas questões pontuais de pequenas e microempresas. "A expectativa é que a partir de abril comece a dar uma recuperada na economia como um todo e nos empregos", disse.

 

Lupi repetiu novamente sua visão otimista. "A economia brasileira está com mercado interno muito forte, ganho real do salário mínimo, e tudo isso faz com que o Brasil se diferencie", afirmou. "Tenho absoluta segurança de afirmar que, a partir de março, o Brasil será o primeiro país a crescer fortemente tanto na economia quanto na geração de empregos." Ele fez um apelo para que todos sejam "patriotas" e acreditem no Brasil. "Precisamos acreditar que já estamos saindo dessa crise e vamos surpreender o mundo", acentuou.

 

O ministro do Planejamento disse que o governo está estudando se haverá necessidade de postergar o reajuste nos vencimentos dos servidores públicos federais, previsto para julho, em razão da menor arrecadação. "A lei que aprovou os reajustes prevê que, se houver queda muito grande na receita, nós podemos postergar esses reajustes", disse Bernardo. "Não tomamos a decisão, mas de fato existe essa possibilidade." Segundo ele, a resposta deve ser dada até maio. Ele também destacou que o governo federal manterá apenas os concursos que forem considerados "absolutamente prioritários", entre eles os previstos para a Educação. "A grande maioria será adiado", adiantou.

 

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