Criação de empregos compensa demissões da globalização

A globalização da economia é responsável por 4% a 17% das demissões de trabalhadores no mundo, mas isto é em parte compensado com a criação de empregos nos países que recebem as empresas transferidas. Esta é uma das principais conclusões do relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), um órgão internacional e inter-governamental que reúne os países mais industrializados.O diretor da divisão de empregos da OCDE, John Martin, disse que a liberdade do comércio internacional "gera alguns custos de ajuste no mercado de trabalho", mas é "um motor de crescimento do emprego". "Não consta que houve uma grande perda" de postos de trabalho e os que ficavam sem emprego encontravam trabalho em outros países.Martin ressaltou que, no mercado de serviços, os países desenvolvidos têm "vantagens comparativas" em relação a outros em desenvolvimento que oferecem mão-de-obra mais barata. Segundo o diretor da OCDE, essa vantagem existe porque a educação da população dos países desenvolvidos é maior e estes têm maior capacidade de inovação, em particular em novas tecnologias, têm economias dinâmicas e atrações turísticas para consumidores depaíses emergentes.O estudo mostra que, para as pessoas que perderam o emprego por causa das transferências de empresas, encontrar um novo trabalho é mais difícil na Europa que nos Estados Unidos. Mas, nos EUA estas pessoas tinham um salário bem menor nos novos empregos. Para enfrentar os efeitos negativos da globalização no emprego, a OCDE defende a adoção de políticas de ativação para os desempregados que combinem incentivos para a procura ativa de trabalho e sanções caso isso não seja feito.

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