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Criação de empregos deve retomar ritmo em julho, diz Ipea

Para Pochmann, presidente do instituto, foi uma surpresa positiva as 106.205 vagas novas apuradas em abril

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

18 de maio de 2009 | 14h42

Caso seja mantida a velocidade de criação de postos de trabalho nos próximos dois meses, em julho o Brasil deverá voltar ao patamar médio de geração mensal de 200 mil postos de trabalho como ocorreu no segundo semestre de 2008, afirmou o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.

 

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Segundo ele, o número de 106.205 vagas novas apurado em abril pelo Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) em todo o País foi uma surpresa positiva em relação aos 34.828 postos abertos em março. "A reação favorável apontada pelos dados do Caged foi causada pela melhora da economia, motivada sobretudo pela política anticíclica adotada pelo governo, que incluiu a redução de impostos", comentou. Na sua avaliação, o saldo positivo de empregos no País deve ficar próximo a 600 mil vagas neste ano, número inferior ao 1,4 milhão de empregos formais abertos em 2008.

 

Na avaliação de Pochmann, os dados do Caged de abril apresentam uma evolução significativa sobre os apurados em março. No terceiro mês do ano, as 34.828 vagas geradas foram equivalentes a 16,8% dos 206.556 postos gerados em março de 2008. Em abril de 2009, a proporção dos empregos abertos aumentou para 36% em relação ao mesmo mês do ano passado, pois atingiu 106.205 ante as 294.522 abertas no quarto mês de 2008.

 

Para o presidente do Ipea, esse ritmo de expansão da economia que está sendo representado pela melhora do mercado de trabalho deve levar o PIB a crescer 1,6% no segundo trimestre ante janeiro e março, depois dos primeiros três meses de 2009 terem apresentado o leve incremento de 0,2% em relação ao quarto trimestre de 2008. Para 2009, o Ipea prevê que o País deverá crescer entre 1,5% e 2,5%.

 

Para maio, Márcio Pochmann acredita que é possível uma elevação do número de empregos gerados em relação a abril, embora não tenha feito uma estimativa sobre o resultado provável. Ele destacou que os números do Caged de abril mostraram um avanço na quantidade de empregos gerados no Estado de São Paulo do nível de 34 mil em março para 72 mil. Em abril de 2008, as empresas estabelecidas em cidades paulistas foram responsáveis por 49% das vagas geradas, de 144.939 para 294 mil. No mês passado, essa proporção subiu para 67,8%, pois os empregos criados no Estado atingiram 72.022 ante os 106.205 abertos no País.

 

O presidente do Ipea destacou que a indústria paulista contribuiu de forma relevante para o avanço do patamar de emprego no mês passado, pois criou 15.659 vagas, bem acima dos 2.926 postos abertos em março deste ano. O incremento da geração de vagas no setor indica que os estoques das fábricas estão se normalizando. Contudo, estes números não conseguiram compensar o fechamento de 20.800 vagas em janeiro, que subiu para e 27.149 vagas cortadas pelo segmento produtivo no Estado.

 

Pochmann também ponderou que nove Estados fecharam mais vagas do que criaram em abril, número inferior às 13 unidades da federação que apresentaram tal saldo negativo em março. Ele também ressaltou que no período houve uma melhora da criação de empregos em nível regional, pois o Norte e Nordeste exibiram um recuo do número de vagas criadas em março. No mês passado o Norte mostrou números positivos, enquanto o Nordeste apurou um número de 652 vagas encerradas.

 

Para Pochmann, a manutenção da retomada da geração de empregos no País, que está se configurando num formato de "V", deve ser reforçada pela continuidade do corte de juros pelo Banco Central, a fim de fortalecer o consumo, elevar a demanda agregada e retomar o vigor dos investimentos. "É importante manter a queda da Selic, que tem espaço para baixar a 7% nominais até o final do ano, o que representaria uma economia de R$ 30 bilhões ao Tesouro nas despesas com juros", comentou.

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