Criação de empregos formais caiu 21,63% em 2011

País gerou 2,242 milhões de empregos formais em 2011, abaixo da previsão do governo, que era de 3 milhões de postos 

Célia Froufe, da Agência Estado,

18 de setembro de 2012 | 14h49

BRASÍLIA - O Brasil gerou 2,242 milhões de empregos formais no ano passado, o que representa uma queda de 21,63% em relação à geração verificada em 2010, de 2,861 milhões de novas vagas. O número também ficou bem abaixo do estimado pelo então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para 2011. 

Ao divulgar a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) em abril de 2011, Lupi previu a geração de 3 milhões de postos de trabalho formais em 2011. A Rais amplia a divulgação já feita mensalmente com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou saldo de 1,94 milhão de novas vagas de trabalho no ano passado. Além dos trabalhadores do setor privado, a Rais também compila dados relacionados ao setor público, que estão fora do regime CLT e trabalhadores com contrato temporário.

O número de vínculos empregatícios formais atingiu 46,311 milhões em dezembro do ano passado, ante 44,068 milhões em 2010.Quando acrescido a esse volume o total de inativos, o estoque de postos de trabalho chegou a 70,971 milhões, ante 66,747 milhões em 2010.

De todas as unidades da federação, apenas os trabalhadores formais de dois Estados e do Distrito Federal tiveram perda de renda no ano passado na comparação com 2010, segundo a Rais. Em Roraima, a perda foi de 0,60%, para R$ 2.054,95. No Amapá, a queda foi de 1,89%, para R$ 2.224,54, e, em Brasília, foi ainda maior, de 2,63%, para R$ 3.835,88.

Apesar da queda, os trabalhadores do DF ainda são os que possuem o maior salário médio do País. Já o menor foi constatado no Ceará, de R$ 1.367,79. O secretário substituto de política pública e emprego, Rodolfo Torelly, explicou que no DF houve diminuição dos pagamentos de setores vitais para a região, como administração pública e construção civil.

"Por que a construção civil? Não caiu emprego, mas caiu a remuneração. É o perfil dos trabalhadores", disse. Segundo ele, a queda real, já descontada a inflação, do valor dos pagamentos para esses empregados foi de 4,98% em 2011 na comparação com o ano anterior. Na administração pública a queda foi de 3,91%.

A queda na remuneração na construção também influenciou resultados no Amapá, já que os pagamentos nesse segmento caíram 31,20% de 2010 para 2011. Outro ramo que apresentou comportamento negativo para o Estado foi a agropecuária (-9,67%). Em Roraima, a queda foi puxada, de acordo com o secretário, por redução de 14,25% dos pagamentos da área extrativa mineral.

Rendimentos médios

Os rendimentos médios dos trabalhadores formais aumentaram de R$ 1.847,92 em dezembro de 2010 para R$ 1.902,13 em dezembro do ano passado. Esse aumento representa uma alta de 2,93%. De acordo com o MTE, esses valores já estão atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

 "Este resultado constitui a terceira maior geração de empregos de toda a série histórica iniciada em 1985, sendo menor apenas que os saldos ocorridos em 2010 (2,861 milhões) e em 2007 (2,452 milhões)", informa o documento entregue à imprensa. A nota destaca também que o comportamento deu continuidade à trajetória de crescimento de empregos no País, sinalizando um arrefecimento no ritmo de expansão quando comparado com o resultado de 2010.

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