Criação de empregos formais entre janeiro e maio é recorde

Foram gerados mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada, aumento de 15% ante recorde anterior

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

19 de junho de 2008 | 11h31

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) no Ministério do Trabalho registrou em maio a geração de 202.984 novos empregos formais. Esse resultado foi menor do que o verificado em maio de 2007, quando foram criados 212.217 novos postos de trabalho. No acumulado de janeiro a maio, porém, a abertura de novos empregos totalizou 1.051.946, número recorde de criação de postos de trabalho da série histórica do Caged.  O valor, segundo o Ministério do Trabalho, é 15% maior do que o recorde anterior, que ocorreu em igual período de 2007, quando foram criados 913.836 postos de trabalho.  Nos últimos 12 meses, foram gerados 1.755.502 empregos formais. O resultado é superior ao verificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 1.374.179 novas vagas. Segundo o Ministério do Trabalho, entre 2003 e 2008, foram criados 7.320.714 empregos formais. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, comentará os números.  O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou que a queda na geração de empregos formais (com carteira assinada) registrada em maio deste ano, na comparação com maio do ano passado, se deve a "um fator sazonal no setor sucro-alcooleiro". Segundo o ministro, no mês de maio foram fechados 7 mil postos de trabalho no Estado de Alagoas por causa do período de entre-safra na produção de cana-de-açúcar. "Só isso explica essa diferença de um ano para o outro", disse Lupi, em entrevista. Não é um efeito de contaminação do processo macro de geração de emprego. É uma sazonalidade de um Estado e de uma área específica." O ministro destacou ainda que mais de 30 milhões de brasileiros trabalham, hoje, com carteira assinada. Ele avaliou que o aumento dos índices de inflação não tem repercutido no mercado de trabalho. "A inflação é preocupante, é contra o assalariado, mas é o resultado de uma demanda interna aquecida, ou seja, de muita gente estar podendo comprar o que não podia", disse o ministro.  Setores  O setor de serviços voltou a liderar, em maio, pelo quarto mês consecutivo, conforme destacou Lupi, a geração de novos postos de trabalho com carteira assinada. Segundo dados do Caged, foram abertos 55.361 novos empregos no setor, quantidade bem acima de maio de 2007, quando foram criados 39.590 novos postos na atividade. No acumulado de janeiro a maio, o setor de serviços teve desempenho recorde para o período, sendo responsável pela geração de 365.377 novos empregos. O valor mais alto havia ocorrido nos primeiros cinco meses de 2005, quando foram abertos 304 mil novos empregos. Foi a agricultura, porém, que registrou em maio a maior taxa de crescimento, entre todos os setores, criando 47.107 novos postos de trabalho. A construção civil deu ocupação formal a 28.670 pessoas. Com um crescimento superior a 100%, o segmento registrou o melhor desempenho para o período janeiro/maio, com 160.395 novos empregos, contra 79 mil no mesmo período do ano passado. Já a indústria de transformação gerou, no mês passado, 36.701 novos empregos, com destaque para o segmento de produtos alimentícios, responsável pela criação de 11.103 postos de trabalho com carteira assinada. O comércio empregou formalmente mais 29.921 trabalhadores. (texto ampliado às 12h55)

Tudo o que sabemos sobre:
CagedempregoMinistério do Trabalho

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.