Criação de postos de trabalho tem melhor resultado desde 1992

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, registrou um aumento de 1,07% no número de postos de trabalho, em abril passado. Segundo números divulgados hoje pelo ministro Ricardo Berzoini, em abril foram registrados 266.095 novos empregos. No período de janeiro a abril o Caged registrou um crescimento de 2,27% nos postos de trabalho: 578.317, contra 534.939 postos, no período de janeiro a abril de 2004. Os números de abril do primeiro quadrimestre do ano são os melhores da série estatística com a nova metodologia iniciada em 1992. Em abril, O setor de serviços foi o que mais empregou: 87.475 postos (crescimento de 0,89), seguido da indústria da transformação, com 79.495 postos (crescimento de 1,34%), e pela indústria de alimentos e bebidas, com 51.010 postos de trabalho (crescimento de 3,94%). O comércio veio em seguida, com 33.308 novos empregos. O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, disse que já trabalha com a possibilidade de a taxa de desemprego cair em dezembro deste ano entre 1 e 1,5 ponto porcentual em relação a dezembro de 2004, quando ela foi de 9,6%. O governo também estima que a geração de postos de trabalho com carteira com carteira assinada ficará neste ano no mesmo patamar do ano passado, em torno de 1,5 milhão de novas ocupações. Berzoini afirmou ainda que é "bastante provável" que seja cumprida a promessa, feita durante a campanha eleitoral, de geração de 10 milhões de empregos nos quatro anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, segundo ele, esse numero não diz respeito apenas ao emprego formal, levando em conta também o trabalho informal, domésticos, autônomos, empregos públicos e estatutários, que não são computados no Caged. Os empregos com carteira assinada criados no governo Lula somam até agora 2,7 milhões. Críticas amenizadas Berzoini amenizou as críticas que vinha fazendo à política de juros e câmbio do governo. Diante dos números positivos do Caged, que fez questão de levar hoje ao presidente da República, no Palácio do Planalto, Berzoini disse que não há razão para se preocupar com o impacto da política monetária sobre o mercado de trabalho. Berzoini observou que a perspectiva com que o governo trabalha é de estabilidade econômica, com juros baixos e emprego em alta, mas ponderou que esse objetivo não seria atingido se inflação fugisse do controle.

Agencia Estado,

16 Maio 2005 | 12h34

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