Andrew Kelly/Reuters - Arquivo - 03/09/2021
Andrew Kelly/Reuters - Arquivo - 03/09/2021

Criação de vagas de trabalho nos EUA fica acima do esperado; taxa de desemprego cai para 4,6%

Em outubro, foram abertos 531 mil postos de emprego no país, indicando uma recuperação da economia com mais fôlego no início do quarto trimestre

Reuters

05 de novembro de 2021 | 11h29

WASHINGTON - A criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em outubro, conforme as infecções por coronavírus durante o verão no Hemisfério Norte diminuíam, oferecendo mais evidências de que a atividade econômica está recuperando o fôlego no início do quarto trimestre.

Foram criados 531 mil postos de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, informou o Departamento do Trabalho em seu relatório de empregos nesta sexta-feira, 5. Os dados de setembro foram revisados para cima para mostrar abertura de 312 mil vagas, em vez das 194 mil relatadas anteriormente. 

Economistas consultados pela agência de notícias Reuters esperavam abertura de 450 mil vagas no mês passado. As estimativas variavam de 125 mil a 755 mil postos de trabalho. A escassez de trabalhadores persistiu, mesmo com o fim dos benefícios a desemprego financiados pelo governo dos EUA no início de setembro e a reabertura das escolas para as aulas presenciais.

Ainda assim, o relatório somou-se ao aumento da confiança do consumidor e à atividade do setor de serviços para sinalizar um cenário econômico mais favorável, depois que a variante Delta do coronavírus e a escassez de bens em toda a economia limitaram o crescimento ao seu ritmo mais lento em mais de um ano no terceiro trimestre.

A taxa de desemprego caiu para 4,6% ante 4,8% em setembro. Enquanto as empresas desejam desesperadamente contratar, milhões de pessoas continuam desempregadas e fora da força de trabalho.

Essa desconexão do mercado de trabalho foi atribuída às necessidades de cuidado durante a pandemia, temores de contrair o coronavírus, aposentadorias precoces, poupanças generosas e mudanças de carreira, bem como ao envelhecimento da população e aos benefícios a desempregados que foram encerrados recentemente.

Como há muitas pessoas que se mudaram das cidades durante a pandemia e ainda não voltaram para o local anterior, também pode haver uma incompatibilidade entre os postos de trabalho abertos e a localização.

Havia 10,4 milhões de vagas não preenchidas até o fim de agosto. Cerca de 5 milhões de pessoas deixaram a força de trabalho desde o início da pandemia.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, disse a repórteres na quarta-feira, 3, que "esses impedimentos à oferta de trabalho devem diminuir com mais progresso na contenção do vírus, sustentando os ganhos no emprego e na atividade econômica".

O Fed anunciou que começará a reduzir suas compras mensais de títulos neste mês.

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