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Criação de vagas desacelera no Estado de São Paulo

O ritmo de criação de vagas de emprego em setembro, no Estado de São Paulo, sofreu forte desaceleração em relação a agosto, registrando uma diferença de 18.436 postos de trabalho gerados. É o que aponta o Observatório do Emprego da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, elaborado junto com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe) e divulgado hoje. Ao todo, o saldo de novas vagas formais de trabalho foi de 59.547 em setembro, o que representa cerca de 76,35% do número de postos criados em agosto (77.983).

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

05 de novembro de 2009 | 20h03

A redução no ritmo de crescimento é atribuída pelos economistas da Fipe à maior exigência dos empregadores na hora da contratação. "É cedo para dizer que se trata de uma tendência de desaceleração", minimizou o professor Hélio Zylberstajn, responsável pela pesquisa. "No momento, os empregadores estão mais seletivos na contratação de funcionários. Como ainda existem muitos desempregados, as empresas podem escolher aqueles com mais escolaridade", acrescentou.

O levantamento apontou que mais de 71% das vagas abertas em setembro foram ocupadas por pessoas com ensino médio completo, uma proporção maior que a registrada em agosto (55,5%). "O mercado tem sido mais exigente", ressaltou o secretário estadual do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos.

A criação de vagas de emprego foi puxada pelo setor industrial, responsável pela criação de 20 mil postos em setembro, o dobro do saldo registrado em agosto (10 mil). Em via oposta, os outros setores da economia apresentaram forte desaceleração, como o comércio (11.582 vagas ante 25.167 em agosto), a educação (2.216 ante 8.025) e a construção (8.044 ante 10.492). Os únicos segmentos que apresentaram perdas no período foram agricultura e pecuária (1.001 vagas a menos), água e esgoto (310 vagas a menos) e organismos internacionais (75 vagas a menos). "Ainda estão presentes na economia nacional os desdobramentos da crise financeira mundial", constatou Afif. "Mas a indústria se recupera, apesar de não atingir ainda os níveis de 2008."

Salários

A pesquisa mostrou também que todas as regiões administrativas do Estado, exceto Marília, tiveram saldo positivo na criação de empregos em setembro. Os maiores saldos foram registrados na Região Metropolitana de São Paulo (29.772) e nas Regiões Administrativas de Campinas (9.983), Sorocaba (4.804) e São José dos Campos (3.339). A zona administrativa de Marília teve uma ligeira retração de 92 vagas no período.

Quanto aos salários, a média recebida pelos admitidos no Estado foi de R$ 889, valor 0,3% inferior à média calculada em agosto. O maior valor foi o da Região Metropolitana de São Paulo (R$ 979) e o menor o da região de Barretos (R$ 639). Das 15 áreas administrativas de São Paulo, 11 registraram aumento.

O Observatório do Emprego é uma análise aprofundada dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Todo mês, o sistema faz o detalhamento da situação do emprego em todos os 645 municípios do Estado de São Paulo.

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