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Criação de vagas em 2007 deve ser a maior em 3 anos

Estimativa é que nível de emprego suba entre 2,5% e 3% este ano

Anne Warth, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

O nível de emprego da indústria paulista em 2007 já dá mostras de que deve superar o desempenho de 2005 e 2006, ficando aquém apenas do resultado apresentado em 2004, o melhor ano da década. De acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, é possível que o ano feche com alta entre 2,5% e 3% no nível de emprego. Segundo ele, o resultado de julho - alta de 0,42% - foi bastante positivo, já que o mês costuma apresentar estabilidade.Francini explicou também que o Indicador de Nível de Atividade da Indústria (INA), que encerrou os últimos meses com números positivos, costuma se refletir no nível de emprego quatro meses depois. ''''Ou seja, devemos ter expansão do emprego também em agosto, setembro e outubro'''', disse.Segundo a pesquisa da Fiesp, a alta de julho significou a criação de 9 mil vagas no mês. No acumulado do ano, o nível de emprego subiu 7,31% até julho, com a criação de 151 mil postos de trabalho, 96.640 dos quais ligados à indústria de açúcar e álcool e 54.360 às demais áreas da indústria paulista. Em 12 meses, o crescimento é de 3,03%, ou 65 mil novas vagas.Dos 21 setores industriais pesquisados pela Fiesp, 15 contrataram trabalhadores, cinco demitiram e um obteve desempenho estável.O segmento de informática foi o destaque positivo do indicador em julho, com alta de 1,66% ; no acumulado do ano, apresentou queda de 0,87%; e nos últimos 12 meses, alta de 1,08%.O setor industrial com o pior resultado em julho foi fabricação de coque, refino de petróleo, elaboração de combustíveis nucleares e produção de álcool, com queda de 1,39%, influenciado pela sazonalidade da safra de cana-de-açúcar. No acumulado do ano, porém, o setor apresenta o melhor resultado do indicador, com alta de 45,70%; nos últimos 12 meses, a variação é de 8,20%.Também com resultado ruim em julho aparece o segmento de fabricação de material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicações, com queda de 0,81% no mês, de 2,87% no acumulado do ano e de 4,99% nos últimos 12 meses. Segundo Francini, o setor, que utilizava o Brasil como plataforma de exportação de aparelhos de telefonia celular, está transferindo a produção para outros países, o que explica os resultados negativos.

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