Marcos Santos/USP-Imagens
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Criação de vagas formais é maior no interior do País

Em São Paulo, para cada vaga gerada na região metropolitana, cinco foram abertas nos municípios do interior do Estado

Fernando Nakagawa e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2017 | 21h49

BRASÍLIA - A corrida pela retomada do emprego no Brasil é liderada com folga pelas cidades do interior. Dados do Ministério do Trabalho mostram que 95,8% dos postos de trabalho gerados em abril, em nove dos maiores Estados brasileiros, vieram do interior. Em São Paulo, cada emprego criado na região metropolitana foi seguido por cinco vagas abertas no interior.

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Somados, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo foram responsáveis pela criação líquida de 50,2 mil empregos no mês passado. Desses novos postos de trabalho, 48,1 mil foram no interior e só 2,1 mil vieram das regiões metropolitanas.

Os dados do Ministério do Trabalho revelam que o motor interiorano tem força especialmente no Sudeste e Sul. Só no interior paulista foram registrados 24,9 mil novos empregos, número quase cinco vezes maior que os 5,2 mil postos abertos na região metropolitana. O mesmo fenômeno aconteceu de forma ainda mais intensa em outros locais. Para cada emprego aberto na Grande Belo Horizonte, o interior mineiro teve seis novas vagas. Até mesmo em Estados com perda de emprego, como o Rio de Janeiro, o interior aparece em situação melhor: enquanto o interior fluminense gerou 1,2 mil vagas, a cidade do Rio perdeu 3,8 mil empregos em abril.

Para economistas, ciclo de piora do emprego formal está quase no fim

Para o pesquisador da área de economia aplicada da Fundação Getúlio Vargas, Bruno Ottoni, os números mostram que o interior ganhou dinâmica própria e não fica mais a reboque da economia das capitais. “A economia brasileira tem apresentado essa saída das grandes cidades com redução da importância das capitais no crescimento do País”, diz.

Setores. Em abril, a geração de empregos foi observada em sete dos oito ramos da economia acompanhados pelo governo. O segmento de serviços liderou a abertura de vagas, com 24,7 mil novos empregos. Serviços médicos e odontológicos, transportes e comunicações e ensino foram os ramos que mais contrataram.

Em seguida aparecem agropecuária (14,6 mil vagas), indústria de transformação (13,6 mil postos) e comércio (5,3 mil empregos). O único setor que fechou empregos foi a construção civil, com 1,7 mil demissões.

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