Criação de vagas formais em junho é a maior desde 1992

No ano, Caged registra geração de 1,8 milhão de postos com carteira assinada, 24,2% maior que em 2007

Isabel Sobral, da Agência Estado,

17 de julho de 2008 | 16h42

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou em junho a criação de 309.442 novos empregos com carteira assinada, o melhor resultado desde o início da série histórica do Caged, em 1992. "O recorde anterior mensal tinha sido registrado em abril de 2007, quando foram abertos 301.991 empregos com carteira assinada", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. De janeiro da junho, o Caged acumula o saldo de 1.361.388 novas vagas formais. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve crescimento de 24,2% (1.095.503 vagas). Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a estatística do Ministério registra a criação de 1.883.277 empregos formais. Os setores econômicos que mais abriram vagas nestes seis meses foram a indústria, com 317.901 vagas, contra 299.509 abertas no mesmo período do ano passado; serviços, que abriu 438.803 vagas, ante 327.563 no primeiro semestre de 2007; a construção civil, abriu 197.153 vagas, contra 97.571 empregos em igual período do ano passado. A agropecuária foi o único setor que apresentou ligeira queda nos primeiros seis meses de 2008 ante mesmo intervalo de 2007. Foram 227.030, ante 238.437. Projeção Lupi aumentou de 1,8 milhão para "mais de 2 milhões" sua projeção inicial de abertura de empregos formais (com carteira assinada). "O acumulado até agora mostra a pujança da economia brasileira", comentou.   Ele reconheceu que o resultado "excelente" de junho destoa do que normalmente ocorre no mercado de trabalho nesse mês, quando a abertura de novas vagas costuma desacelerar em relação a maio. "Esse junho foi atípico, pois nunca tivemos esse período tão forte, mas reflete o crescimento da oferta do emprego em todos os setores econômicos", afirmou. O ministro informou ainda que o setor agropecuário registrou, em junho deste ano, a criação de 92.580 novos empregos formais, ante 66.312 abertos em junho do ano passado, o que equivale a um crescimento de quase 40%. "O Brasil, como grande produtor agrícola, tem-se beneficiado dos preços altos das commodities, o que incentiva os empresários a investir. E, se investem mais, contratam mais", disse Lupi.

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