Criação de vagas formais no País sobe pelo 4º mês consecutivo

Caged aponta geração de 131.557 empregos com carteira assinada em maio; no ano, estoque de vagas sobe 0,56%

Isabel Sobral, da Agência Estado,

22 de junho de 2009 | 11h47

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados de maio registrou a geração líquida de 131.557 empregos formais na economia, no quarto mês consecutivo de saldo positivo, após a forte queda do emprego registrada até janeiro.

 

 

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De acordo com os números divulgados nesta segunda-feira, 22, pelo Ministério do Trabalho, o saldo de maio é resultado de admissões que somaram 1.348.575 e demissões de 1.217.018. Nos cinco primeiros meses de 2009, houve a abertura de 180.011 postos de trabalho formais. Com esse saldo acumulado, o estoque de empregos da economia subiu 0,56% em relação a dezembro de 2008.

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, relacionou o resultado positivo às medidas de estímulo da economia adotadas pelo governo federal. "Estamos no caminho certo e é preciso continuar na política de redução de juros, nas ações de estímulo do crédito ao setor produtivo, nas ações anticíclicas para estimular o consumo e a renda", comentou.

 

Setores

 

Todos os setores da economia pesquisados pelo Caged registraram saldo positivo em maio. A indústria registrou a abertura de 700 empregos formais em maio, sendo o segundo mês consecutivo de saldo positivo. Mas ainda acumula perda de vagas no acumulado de janeiro a maio, no total de 146.478.

 

Em maio, o setor de agropecuária foi o que teve melhor desempenho, com saldo positivo de 52.927 vagas. Em seguida, vem o setor de serviços (+44.029 empregos). Em seguida vem construção civil (+17.407 vagas). Já o comércio registrou saldo positivo de 14.606 empregos formais.

 

Todas as regiões do País registraram saldo líquido positivo na criação de empregos formais no mês de maio. "Foi a primeira vez que isso ocorreu neste ano e é um indicativo muito positivo da recuperação da economia", comentou Lupi. Os Estados do Sudeste, particularmente São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além do Paraná e da Bahia apresentaram os melhores resultados líquidos de empregos formais.

 

O bom desempenho da agropecuária explica os bons desempenhos de Estados onde há vários ciclos agrícolas em desenvolvimento desde abril. O cultivo do café, por exemplo, foi responsável pela contratação de muita mão de obra em São Paulo, Minas Gerais e Bahia. O ciclo da cana de açúcar ajudou também a deslanchar novas contratações em São Paulo.

 

Em razão desse comportamento sazonal da agricultura, o Caged registrou em maio a abertura de mais vagas de trabalho com carteira assinada nas cidades do interior do País do que nas regiões metropolitanas. No interior, houve saldo líquido positivo de 79.218 empregos formais contra 34.202 postos no conjunto das regiões metropolitanas.

 

Junho

 

O ministro do Trabalho afirmou que o Caged de junho deverá registrar saldo positivo maior do que o de maio. Segundo ele, os setores de serviços e construção civil deverão continuar o "ritmo forte" de novas contratações.

 

Lupi também aposta que a indústria de transformação continuará registrando saldo positivo na geração de empregos formais.

 

"O meu otimismo tem alguma base real", afirmou Lupi, fornecendo dados do seguro-desemprego para justificar a crença na tendência de alta do emprego. Em maio deste ano, foram solicitados 536.170 pedidos do benefício, contra 566.676 pedidos registrados em maio do ano passado.

 

Texto atualizado às 13h25

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