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Criação de vagas tem 3º melhor resultado em agosto

No acumulado do ano, até agosto, a criação de empregos alcançou 1.355.824 vagas, uma alta de 4,90%

Anne Warth, da Agência Estado,

14 de setembro de 2007 | 16h25

A quantidade de empregos gerados com carteira assinada no País em agosto chegou a 133.329 vagas, uma alta de 0,46% sobre o estoque registrado em julho, de 28.887.077 empregos, segundo informou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).  Com isso, o estoque em agosto atingiu 29.020.406 empregos. Em julho de 2007, foram criadas 126.992 vagas com carteira assinada, uma alta de 0,44% sobre o estoque de junho (28.760.085). O resultado de agosto é o terceiro maior da série histórica do Caged. No acumulado do ano, até agosto, a criação de empregos alcançou 1.355.824 vagas, uma alta de 4,90% sobre o estoque verificado no mesmo intervalo de 2006. O resultado é o segundo melhor da história do Caged, somente superado pelo desempenho registrado em igual período em 2004, quando a criação de empregos formais atingiu 1.377.440. De janeiro a agosto de 2007, a quantidade de empregos gerados já supera em mais de 100.000 vagas o total de vagas criadas em todo o ano de 2006 (1.228.686) e é 12,3% superior às 1.207.270 novas vagas geradas entre janeiro e agosto do ano passado. Nos últimos 12 meses, foram criados 1.377.440 vagas, uma alta de 4,98% sobre o estoque dos 12 meses anteriores até julho. Número de 2007 pode ser recorde O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, avalia disse hoje que a quantidade de novos empregos gerados no País em 2007 pode superar o recorde histórico apurado em 2004, ano em que 1.523.276 vagas com carteira assinada foram criadas, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De janeiro a agosto, 1.355.824 novos empregos foram criados no Brasil. "Ainda temos setembro, outubro e novembro, considerando que em dezembro temos dispensa de trabalhadores temporários. Mas eu acredito que se não batermos 2004, vamos ficar muito próximos dele", disse Lupi, após a divulgação dos dados do Caged. A expectativa do Ministério é que o ano se encerre com a geração de algo entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de novos empregos. "Ainda acho que batemos o recorde de 2004. Como sou otimista, continuo insistindo", acrescentou. Na avaliação do ministro, os resultados positivos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2006 e do Caged de agosto, divulgados nesta sexta-feira, são conseqüências do acerto da política econômica seguida pelo governo do presidente Lula. "Eu avalio que isso é uma conseqüência e uma comprovação da política econômica acertada que o governo Lula tem feito, ao manter a estabilidade da inflação, não deixá-la corroer o salário dos trabalhadores e implementar uma política de investimento público e crescimento econômico fortes", afirmou, citando ainda a estabilidade da moeda brasileira, o nível de reservas internacionais e a revisão para cima das expectativas de crescimento do PIB para algo próximo de 5%. "Nem mesmo a crise imobiliária americana trouxe conseqüências maiores para o Brasil, tanto que o dólar voltou ao patamar em que estava antes da crise." 

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