RAFAEL ARBEX/ESTADÃO
RAFAEL ARBEX/ESTADÃO

Criador da campanha original da Parmalat revê conceito para os novos tempos

Agência BETC, responsável pela nova campanha, vai treinar até o call center da marca

FERNANDO SCHELLER, O Estado de S. Paulo

11 Maio 2015 | 05h00

Como a Parmalat saiu de circulação em várias categorias de produtos e mesmo a distribuição de leite ficou restrita nos últimos anos, o apelo à memória dos áureos tempos da marca foi, logo de início, o caminho escolhido para o retorno da empresa à mídia. E nada mais ligado à Parmalat do que os mamíferos. No entanto, o criador da campanha original, Erh Ray, sabia que era preciso adaptar o conceito para os novos tempos sem perder a simplicidade da proposta original.

A empresa achava que o filme original funcionava tão bem que chegou até a sugerir em usar as imagens de 20 anos atrás. Mas Ray foi contra. Era preciso modernizar, trabalhar os detalhes. O “pai” dos mamíferos, que criou os personagens quando era um jovem de 20 e poucos anos na DM9, adaptou o conceito para um ritmo mais ágil e conectado, refletindo as crianças de hoje. A campanha incluirá um aplicativo para celular em que filhos (e também pais) poderão carregar uma foto e se transformar em um mamífero.


A gama de bichinhos disponíveis aumentou e agora inclui também representantes da fauna brasileira, como lobo-guará, tatu e tamanduá. “Hoje, o cliente não só compra, mas se relaciona com o produto. É uma realidade diferente da que tínhamos há 20 anos.”

Por enquanto, a campanha não prevê a troca de códigos de barras das embalagens por bichinhos de pelúcia. Essa possibilidade, no entanto, está no radar da Parmalat. 

Como muitas dúvidas relativas às pelúcias podem surgir na cabeça do consumidor, a publicitária Gal Barradas, também sócia da agência BETC, conta que a agência também treinou o call center da companhia. “Esse cliente que volta a falar com a gente depois de tanto tempo é muito importante”, diz Gal. A publicitária afirma que, neste momento em que tenta reconquistar a preferência do cliente, a marca precisa saber ouvir – até porque os próximos passos da Parmalat podem muito bem surgir a partir dessa interação. 

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