coluna

Louise Barsi: O Jeito Waze de investir - está na hora de recalcular a sua rota

Criador do Twitter ‘sonda’ o Brasil

Jack Dorsey pode trazer a Square para o País

/ LIGIA AGUILHAR, NAYARA FRAGA , O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2013 | 02h08

O cofundador e o presidente do conselho do Twitter, Jack Dorsey, parece estar interessado em trazer a Square, sua companhia de pagamento móvel, para o Brasil. Apesar de não ter revelado os detalhes de sua vinda ao País, ele afirmou que a companhia pode se expandir para outras regiões e que um dos motivos de sua passagem pelo Brasil é conhecer melhor o mercado brasileiro.

"O real propósito da minha visita é falar com as pessoas, aprender sobre o que está funcionando bem e o que podemos melhorar, e certamente estamos procurando oportunidades também para o Square", disse Dorsey, ontem, após encontro com alunos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

O executivo ponderou que a Square tem um custo bem maior para entrar no mercado, já que é preciso entender a regulamentação do setor bancário em cada país. Até nos Estados Unidos, segundo ele, foi demorado o processo de lançamento do produto. Enquanto estuda essas questões, o empreendedor olha para o crescimento dos pequenos negócios no País no campo tecnológico. "Com certeza é um mercado interessante para a Square, porque há aqui um desejo real de usar a tecnologia para resolver problemas reais."

A Square é uma jovem empresa baseada em San Francisco, na Califórnia, que tem sido considerada promissora no mercado de tecnologia. Seu negócio é facilitar o pagamento de compras. Para o comerciante, trata-se de uma forma de dispensar a tradicional máquina de cartão de crédito e evitar as taxas das administradoras: ele acopla ao smartphone da própria empresa um leitor (de cerca de dois centímetros) em que o consumidor poderá passar o cartão. Para o consumidor, o aplicativo Square Wallet dispensa até tirar a carteira do bolso. Basta ao cliente dizer seu nome. O atendente confere a identidade e finaliza o pagamento.

Uma "carteira digital" dessa espécie ainda não existe no Brasil, mas já há iniciativas nesse sentido. Uma delas é a Payleven, que já tem cerca de mil lojas no País em sua rede. Assim como a Payleven, existem várias outras empresas que fazem o mesmo que a Square em outros países. Mas Dorsey diz não se preocupar com isso. "Não é importante ser o primeiro, e sim ser o melhor."

Uma das questões que o pagamento móvel levanta é se a extrema facilidade para pagar compras não pode fazer o consumidor perder a noção de seus gastos e acabar se endividando. Mas Dorsey defende a lógica de seu produto. "Só porque não tem um pedaço de papel ou de plástico na sua mão não significa que você não sente o dinheiro saindo do seu bolso. Você ainda pode receber uma notificação de que gastou US$ 50. Queremos ter certeza que as pessoas estão cuidando das suas finanças de forma saudável."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.