Criadores pretendem fechar negócios com churrasco em Paris

Com churrasco em Paris, para dar água na boca dos visitantes do Salão Internacional de Alimentação (Sial), que se realiza na capital francesa entre os dias 20 e 24, os 13 maiores frigoríficos do País esperam fechar negócios de US$ 150 milhões. A estimativa é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Carnes Industrializadas (ABIEC), Edivar Vilela de Queiroz, que espera conquistar compradores com ?o cheiro da carne bovina? que será a marca do estande de 600 metros quadrados do País nessa feira, a principal do setor que se realiza a cada dois anos.Esse esforço de o País aumentar as vendas externas de carne bovina faz parte do programa Bazilian Beef, no qual a Agência de Promoção das Exportações (Apex) investiu R$ 2,5 milhões nos últimos dois anos, que chegam a R$ 5 milhões com os aportes do Ministério da Agricultura, da Abiec e da Confederação Nacional da Agricultura.Um dinheiro em promoção que, enfatiza Queiroz, está dando resultados. As exportações de carne, em toneladas, cresceram 57% de 2000 para 2001, quando atingiram 750 mil toneladas, com a previsão de crescimento de 20% este ano, chegando a 900 mil toneladas. Em valores, isso representa este ano vendas de US$ 1,032 bilhão.A grande mudança, porém, é que hoje o Brasil exporta para 80 países, enquanto há três anos essas vendas se concentravam em pouco mais de 20 países. Queiroz acredita também que o fato de 70% do rebanho do País estar há mais de um ano livre de focos de aftosa ajudará na promoção da carne bovina na Europa. Dono do maior rebanho do mundo, com 170 milhões de cabeças, o País leva vantagem porque o gado é alimentado apenas com capim e produtos vegetais.Para Queiroz, o crescimento das exportações também se deve ao fato de que os criadores, com novas tecnologias de confinamento, reduziram o tempo de abate de 48 meses para 30 meses, pondo fim à entressafra e ao risco de assumir contratos sem ter o produto. ?Hoje, podemos ter permanência no mercado, o que é uma garantia aos importadores.? Já o churrasco é a melhor forma, acredita ele, de vender a carne brasileira na Europa, pois o cheiro atrai e o consumidor descobre novos cortes.

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