Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Criadores querem incluir o couro no preço do boi

No momento em que o Brasil se torna o maior exportador de couro do mundo, a União Democrática Ruralista (UDR), está iniciando uma campanha entre os associados para incluir o valor do couro no preço pago pelo boi destinado ao abate. Segundo o presidente da entidade, Luiz Antonio Nabhan Garcia, os frigoríficos faturam cada vez mais com o couro e não repassam para o criador. "A pele do boi entra de graça no frigorífico, assim como os miúdos e outras partes que são processadas e vendidas em dólares", afirma.Ele considera que a forma de remuneração adotada pelos frigoríficos é injusta. "O criador recebe apenas pela carcaça do boi". Segundo o fazendeiro, um animal médio perde quase 50% do peso quando é transformado em carcaça pelo frigorífico. "Além do couro, o pecuarista nada recebe pela barrigada vermelha, ou seja, fígado, rins e coração, nem pela barrigada branca, o bucho, as tripas e o sebo." Segundo ele, os frigoríficos processam e exportam o bucho e as tripas principalmente para a Itália.O couro cru de um animal de 500 quilos, de acordo com Nabhan, vale R$ 3 o quilo, o que dá uma média de R$ 120 por animal. Depois de receber o processamento, essa pele passa a valer até US$ 70. De janeiro a julho, o Brasil exportou 15,6 milhões de couros, que renderam US$ 710,6 milhões. "O pecuarista não recebeu um centavo desse dinheiro, embora tenha investido em cercas lisas e na prevenção de parasitas para garantir um couro de qualidade para o frigorífico", afirma.

Agencia Estado,

01 de setembro de 2004 | 20h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.