Criptomoedas ganham espaço e têm forte alta
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Criptomoedas ganham espaço e têm forte alta

Bitcoin se aproxima de seu melhor ano com investidor incluindo o ativo em suas estratégias

Mercado Bitcoin, Media Lab Estadão
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04 de setembro de 2020 | 11h57


Os efeitos da pandemia da covid-19 nos mercados devem fazer 2020 entrar para a história. Uma queda no PIB global sem precedentes fez com que os governos  injetassem recursos na economia, baixando juros. A forte volatilidade nos mercados financeiros levou as bolsas mundo à fora a perdas, em particular no mês de março com baixas próximas a 30%. Dólar e ouro foram ativos procurados como porto-seguro e se valorizaram.

Neste ambiente, quem ganhou espaço foram as criptomoedas. A mais antiga delas, o Bitcoin, subiu até julho nada menos do que 100%, a R$ 59.798; só em julho a valorização foi de 17,57%. Outra criptomoeda, o Ethereum, entre janeiro e julho avançou expressivos 245%, a R$ 1.830. A realocação dos portfólios, que colaborou na alta das criptomoedas, também refletiu no desempenho do Mercado Bitcoin (MB), principal plataforma de negociação de ativos alternativos.

A plataforma do MB é responsável por mais de 50% do volume negociado de criptoativos no País e está perto da marca de dois milhões de clientes. “Nos próximos dias, devemos chegar a este recorde de clientes operando na plataforma, que é principalmente de varejo e bastante pulverizada”, explica Fabrício Tota, diretor do Mercado Bitcoin. Além do aumento da base de clientes atendidos na plataforma, outro movimento verificado é a procura crescente de investidores com um perfil mais institucional. “É um público diferente, que requer lotes maiores na compra e um atendimento feito por área especializada. Eles estão chegando.”

Até então, o grande ano das criptomoedas, em especial do Bitcoin, foi 2017 quando houve uma explosão de preço com uma alta inesperada e levou ao pico histórico, em dólar, de US$ 20 mil. “Desde então, o mercado amadureceu e se desenvolveu, outras empresas se tornaram robustas e com crescimento sustentado”, comenta Tota, acrescentando que em alguns meses o MB já superou o volume de preços registrado em 2017. O diretor do Mercado Bitcoin já trabalhava, desde o começo de 2020, com a expectativa de uma alta próxima de 100%, mas “errou no timing”, com a pandemia e a busca por ativos descorrelacionados do mercado tradicional antecipando a valorização.

São vários os motivos citados pelo executivo que explicam o movimento de alta expressiva na cotação. A primeira é o fato de a categoria de criptomoedas ter atraído a atenção de grandes gestores e investidores globais. A criação de plataformas e sistemas que facilitam a negociação pelos investidores também é fator destacado por Fabrício Tota. “No Brasil, em especial, temos uma moeda muito vulnerável a crises, com perda de valor frente ao dólar muito forte, o que também eleva pelo efeito câmbio a alta do Bitcoin”, explica o diretor do MB. Em termos macros, a decisão dos bancos centrais de elevar a liquidez para conter uma queda no PIB, emitindo moeda é fator adicional. “A criptomoeda tem volume conhecido e uma taxa de crescimento pré-determinada, ou seja, não passa por uma emissão que pode surpreender e reduzir o valor, por uma oferta excessiva”.

O Mercado Bitcoin tem hoje nove criptomoedas na plataforma e mais seis ativos digitais, como tokens de consórcio ou de precatórios. “É bacana olhar a evolução dos ativos alternativos, cada vez mais usados pelo investidor para diversificar sua carteira. A volatilidade dos mercados nesta crise reforça o valor de pulverizar os investimentos em mercados diferentes”, comenta Fabrício Tota. No Mercado Bitcoin, a maior parte dos investidores tem um perfil jovem, com 38% na faixa etária de 25 a 34 anos. Outros 31% têm entre 31 e 44 anos. “É um público com visão de longo prazo e que são nativos em termos tecnológicos. Entendem fácil o que é um ativo digital e sabem que criptomoedas são voláteis e um bom negócio quando se olho o médio e o longo prazo.”

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