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Crise aérea gera perdas de R$ 70 mi para a Gol no 3º trimestre

Segundo vice-presidente da companhia aérea, situação contribui para aumento de R$ 40 milhões nos custos

BETH MOREIRA, Agencia Estado

07 de novembro de 2007 | 14h42

A Gol registrou uma perda de R$ 70 milhões na receita durante o terceiro trimestre de 2007 por conta dos problemas causados pela crise aérea do setor. A informação é do vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark. Segundo o executivo, a situação contribuiu para um aumento da ordem de R$ 40 milhões nos custos da companhia. Em teleconferência com analistas para comentar os resultados financeiros do terceiro trimestre, o presidente da empresa, Constantino de Oliveira Júnior, ressaltou que as medidas tomadas pelo governo já minimizaram os problemas e a expectativa é de que a infra-estrutura do setor seja ajustada a ponto de permitir que a companhia continue crescendo. O executivo ressaltou ainda que as novas regras para o aeroporto de Congonhas, que implicaram na transferência de vôos para outros aeroportos a partir de outubro, não devem impactar os resultados financeiros da companhia. "Os indicadores do setor mantiveram-se inalterados, o que confirma que não haverá impactos", afirma. Com as mudanças determinadas pelo governo, o aeroporto de Congonhas passou a ocupar o quarto lugar em volume de passageiros movimentados pela Gol. Em primeiro está o de Guarulhos, seguido pelo do Galeão, no Rio de Janeiro e do aeroporto de Brasília.  Próximo trimestre Em relação ao quarto trimestre de 2007,  Oliveira Júnior destacou que a Gol deverá continuar registrando uma redução do número de horas voadas por aeronave, em função das mudanças de regras aplicadas em Congonhas, que resultaram na transferência de vôos para Guarulhos. O executivo lembrou que a pista principal do aeroporto de Cumbica passa por reformas, mas destacou que o problema é transitório. "O governo está programando investimentos em reformas para melhorar as condições dos aeroportos no médio e longo prazos", afirma. Constantino Junior informou ainda que a empresa está mantendo conversas com a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) a fim de introduzir mudanças na cobrança da comissão dos agentes. "Estamos conversando para ver se introduzimos o mesmo modelo utilizado pela concorrente ou se faremos alguma modificação, mas ainda não há nada concluído", afirmou. Em relação a despesas com combustível, o diretor financeiro da Gol afirmou que espera um aumento entre 8% a 10% no quarto trimestre no custo por litro da querosene de aviação, por conta do aumento dos preços do petróleo. O executivo ressaltou, no entanto, que a empresa trabalha com operações de hedge para pouco mais de 40% do consumo da empresa. A troca da frota por aeronaves mais novas e eficientes também deverá contribuir para que a empresa alcance uma redução dos gastos com combustível por assento-quilômetro oferecido. Segundo ele, as novas aeronaves podem registrar uma economia entre 3% e 4% no consumo de combustível.

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