Crise afeta País via comércio exterior, avalia governo

O desempenho negativo da economia mundial tem afetado a economia brasileira por diferentes canais de transmissão, com destaque para o comércio exterior e a confiança dos agentes econômicos. A afirmação consta do texto sobre o quinto balanço da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), divulgado nesta tarde de segunda-feira pelo Ministério do Planejamento.

ANNE WARTH, CÉLIA FROUFE E EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

19 de novembro de 2012 | 15h44

Apesar disso, o Brasil possui excelentes fundamentos econômicos para enfrentar a situação sem sobressaltos ou crise doméstica. De acordo com o governo, diferentemente dos países desenvolvidos, que possuem pouco espaço fiscal e têm os limites de taxas de juros nominais perto de zero, o País possui um conjunto amplo de instrumentos de política econômica.

O texto declara ainda que a desaceleração mundial e a sólida posição fiscal do Brasil contribuem para um quadro benigno para a inflação. Esse fator, aliado a mudanças institucionais (como alteração das regras da poupança para novos depósitos), permitiu a continuidade da redução da Selic, que chegou a mínimos históricos, de 7,25% ao ano, sem comprometer o cumprimento da meta de inflação.

Para o Planejamento, o País entrou em um novo ciclo de expansão em meados deste ano, com reflexo nas elevadas taxas de crescimento de diversos indicadores da atividade econômica no terceiro trimestre. Apesar disso, as economias mais avançadas continuam em uma fase de baixo crescimento que deve persistir por um período prolongado, completa texto. O balanço indica ainda que a China também apresentou desaceleração no ano, mas espera reação e um crescimento mais significativo em 2013.

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