Crise afetou FGTS aplicado em ações, mas manteve ganho

A queda da bolsa provocou, nos últimos cinco meses, perda de metade do rendimento acumulado até maio deste ano pelos trabalhadores que investiram parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nos fundos de ações da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce. Os cálculos feitos pelo Instituto FGTS Fácil, ONG que monitora o patrimônio, revelam, entretanto, que ainda assim a aplicação ganhou de longe do rendimento do fundo, corrigido pela Taxa Referencial, mais 3% ao ano. A análise levou em conta os dias de pico do valor das ações das duas empresas. Em 19 de maio deste ano, as ações da Vale atingiram seu valor mais alto, um rendimento acumulado de 1.464,94% desde abril de 2002, quando foi autorizado o uso do fundo na compra de ações. De maio até ontem, as cotações caíram 57%, restando um rendimento acumulado de 624,37% - muito superior ao obtido pelo FGTS desde abril de 2002, de 42,57%. No caso da Petrobrás, a compra de ações foi permitida em agosto de 2000. Até 21 de maio deste ano, os fundos FGTS-Petrobrás se valorizaram 1.346,31%. Até ontem, houve perda de 46%, mas o rendimento acumulado foi de 719,04%, ante 54,98% das cotas do FGTS. O presidente do FGTS Fácil, Mário Avelino, afirma que, apesar da queda, a melhor opção é manter a aplicação. "Sempre que há muita volatilidade, orientamos a não vender as ações", afirmou Avelino.

Isabel Sobral, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

15 Outubro 2008 | 00h00

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