Crise ainda não deu razão para pessimismo, diz Fecomércio

O diretor-executivo da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Antonio Carlos Borges, acredita que ainda não há razão para pessimismo no comércio por conta da crise política. Segundo ele, a economia está respondendo bastante bem às denúncias em Brasília. "O câmbio continua apreciado e o risco Brasil não registra fortes oscilações", disse. Na avaliação do Executivo, enquanto a economia responder da forma como vem fazendo, a crise política não será capaz de contaminá-la. "Ainda mais agora com a entrada do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no esforço para separar a economia da política", ressaltou.Há, porém, duas possibilidades que poderão, sim, ter efeitos negativos sobre a economia: a primeira é se a CPI atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que tende a gerar uma insegurança generalizada.A segunda é se ocorrer alguma crise econômica internacional que atinja o Brasil. "Nesse caso, a crise política poderia agravar ainda mais um cenário econômico desfavorável", afirmou Borges. O executivo, no entanto, acha que as duas situações estão longe de se concretizar.

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