Crise ainda pode causar 10 mi de demissões na região da OCDE

Taxa de desemprego se aproximará de um recorde de 10% nos países membros até o fim de 2010, prevê grupo

Reuters

16 de setembro de 2009 | 07h08

A desaceleração econômica decorrente da crise financeira mundial ainda irá custar algo como 10 milhões de empregos até o fim de 2010 aos 30 países membros da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com a taxa de desemprego se aproximando de um recorde de 10%, previu o grupo nesta quarta-feira, 16. O Brasil não faz parte da organização.

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A OCDE acrescentou ainda que 15 milhões de empregos já foram perdidos entre o fim de 2007 e julho de 2009, somando 25 milhões até o fim de 2010, caso as previsões se confirmem. "O maior risco é que parte desse grande aumento do desemprego se torne estrutural por natureza", disse o grupo.

 

Na última segunda-feira, 14, a OCDE informou que a taxa de desemprego nos países membros estabilizou-se em 8,5% em julho, depois de ter aumentado durante os nove meses anteriores. Os dados apontam para uma desaceleração na taxa de perda de empregos na maior parte das economias desenvolvidas.

 

Espanha e Irlanda lideram lista de desemprego

Em comparação com julho de 2008, a taxa de desemprego subiu mais fortemente na Espanha e na Irlanda, duas economias que cresceram rapidamente nos anos anteriores à crise financeira como resultado de um salto na construção de moradias, que foi abruptamente interrompido.

 

A taxa de desemprego na Espanha foi 7,1% maior que a de julho do ano passado, enquanto a da Irlanda foi 6,5% mais alta. Para a OCDE como um todo, a taxa de desemprego aumentou 2,4% sobre julho de 2008. As informações são da Dow Jones.

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