Crise, aparentemente, será curta no Brasil, diz Bernardo

Ministro diz que já há sinais de recuperação e ressalta importância de gestão melhor de recursos públicos

Fabio Graner, da Agência Estado,

17 de junho de 2009 | 11h23

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira, 17, que a crise econômica no Brasil, aparentemente, será mais curta do que se comparada com países como Estados Unidos. Segundo ele, o País entrou mais tarde na crise internacional, que já dura dois anos, e já há sinais de recuperação.

 

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O ministro afirmou que, nesse período de dificuldades econômicas, em que a arrecadação está sendo impactada negativamente, é importante que se invista na melhoria da gestão dos recursos públicos. "É preciso fazer mais, com menos recursos", afirmou Bernardo, durante a cerimônia de entrega do IV Prêmio DEST (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais).

 

O ministro afirmou que o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre mostrou que o Brasil está em melhores condições para enfrentar a crise. Segundo ele, o desempenho da economia brasileira foi sustentado pelo consumo das famílias, que reflete as medidas de distribuição de renda adotadas pelo governo nos últimos anos. "Hoje, a gente vê a importância disso. A demanda na população de baixa renda segue firme", disse Bernardo.

 

Ele ressaltou a importância do papel do Estado na economia e apontou como principal preocupação neste momento a recuperação dos investimentos. Segundo Bernardo, o governo tem atuado por meio de seus bancos públicos para que a taxa de investimento do setor privado seja retomada, já que o setor público manteve seu ritmo de investimentos. O ministro avaliou que algumas empresas talvez tenham se precipitado na redução dos investimentos.

 

Apesar de ter reconhecido o impacto forte da crise no Brasil nos últimos meses, o ministro afirmou que ela não interferiu no processo de desenvolvimento do País. "Comparativamente, é provável que o Brasil sairá melhor do que outros países dessa crise", afirmou.

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