Crise argentina e IPI deixam montadoras superestocadas

A crise argentina e a volta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos retardaram o ajuste de estoques na indústria de material de transportes. Em janeiro, pelo terceiro mês seguido, o setor está superestocado, aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas.

MÁRCIA DE CHIARA, Agencia Estado

30 de janeiro de 2014 | 08h25

A pesquisa considera que há supertocagem quando mais de 10% das indústrias dizem ter estoques excessivos, descontada a fatia de empresas que informam ter estoques insuficientes. Neste mês, 24,6% das indústrias de material de transporte nesse conceito, dizem que estão nessa condição, ante 22,7% delas em dezembro e 19,9% em novembro.

Em novembro existiam quatro setores superestocados; em dezembro eram dois e neste mês, um. No entanto, aumentou, de seis em dezembro para oito este mês, o número de setores que tiveram alta de estoques. "Pode ser que o crescimento da indústria continue baixo e volátil no primeiro semestre deste ano para ajustar os estoques", prevê o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos do Ibre da FGV, Aloisio Campelo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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