Crise argentina se agrava antes de melhorar, dizem economistas

A crise da Argentina ainda deve agravar-se muito antes de começar a melhorar. A avaliação é dos economistas José Márcio Camargo, da Tendências Consultoria, e de José Julio Senna, da MCM Consultores.Para Camargo, a crise mal teria começado. Ele pondera que ainda falta muito para que o país vizinho chegue ao fundo do poço. Na medida em que a Argentina não tem crédito nem moeda, já que os argentinos continuam acreditando mais no dólar do que no peso, Camargo acredita que a recuperação é muito difícil."O problema mais grave é o político", ponderou Senna, que acredita que, se a crise estivesse limitada a problemas técnicos, seria mais facilmente resolvida. O economista da MCM disse que não se surpreenderá se a eleição presidencial prevista para o próximo ano for antecipada ainda para 2002.E mesmo com essa perspectiva, ele não vê um atalho para a recuperação do país. Afinal, disse ele, na última eleição argentina, tanto o número de votos nulos e brancos como a abstenção foram extremamente elevados, o que já apontava um enorme descrédito em relação à classe política do país.Leia o especial

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