Crise atinge vida real e bolsas caem mais

Recessão no Japão e a maior queda da produção industrial dos EUA em setembro desde 1946 estimularam vendas de ações

Claudia Violante, Silvana Rocha e Denise Abarca, O Estadao de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 00h00

Nova rodada de más notícias manteve a volatilidade presente nas bolsas, ontem. Desta vez, as ordens de venda de ações foram atribuídas principalmente à entrada do Japão em recessão, anúncios de demissões pelo Citigroup e HSBC, a revisão da produção industrial dos EUA em setembro para a maior queda desde fevereiro de 1946 e o recuo recorde do índice de atividade industrial Empire State. O declínio do petróleo também pesou. Na Europa, a bolsa de Londres caiu 2,38%; a de Paris, -3,32%; e a de Frankfurt, -3,25%. Em Nova York, o Dow Jones cedeu 2,63%; e o Nasdaq, -2,29%. A Bovespa terminou em baixa de 0,20%, aos 35.717,21 pontos. No mercado de moedas, o dólar recuou ante a libra, o euro e o iene, mas subiu em relação ao real. O dólar no mercado á vista de balcão avançou 0,31%, a R$ 2,277, reagindo ao fluxo cambial negativo e ao vaivém das bolsas. A fim de tentar evitar um novo avanço da moeda hoje, o BC faz três leilões: um de contratos de swap cambial, uma operação de financiamento ao comércio exterior e inicia a rolagem do vencimento de swap cambial de 1º de dezembro. Apesar do cenário adverso, o juro de janeiro de 2010 caiu para 15,01%.

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