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Crise causa queda de commodities e contração comercial, diz Bird

Comércio mundial recuará 2,1% em 2009 e emergentes terão quedas em exportações.

Bruno Garcez, BBC

09 de dezembro de 2008 | 15h24

O Banco Mundial (Bird) avalia que a crise financeira global reduziu as perspectivas de crescimento dos países em desenvolvimento, deverá causar a primeira contração do comércio mundial desde 1982 e fez com que o preço mundial de commodities despencasse.As conclusões constam do relatório Global Economic Prospects (Perspectivas Econômicas Globais), recém-divulgado pelo Banco Mundial (Bird).O relatório estima que o PIB mundial crescerá neste ano 2,5%, mas apenas 0,9% no ano que vem. O índice de crescimento dos países emergentes, segundo o Bird, será de 4,5% em 2009, taxa bem inferior à de 2007, que foi de 7,9%.O órgão avalia que o comércio mundial sofrerá uma contração de 2,1% em 2009 e que os emergentes sofrerão fortes quedas em suas exportações. Desaceleração no investimentoO Bird estima também que haverá uma desaceleração no investimento tanto em países ricos como em nações emergentes no ano que vem.De acordo com o órgão, a queda de investimentos nas nações ricas será de 1,3%. E o aumento de investimento nos países emergentes será de meros 3,5%, ante 13% registrado em 2007.''As pessoas no mundo desenvolvido tiveram de lidar com grandes choques externos, a alta de preços de alimentos e de combustíveis seguida da crise financeira (...) que está pondo o sistema bancário à prova e ameaçando perdas de empregos em todo o mundo'', afirma Justin Lin, economista-sênior do Bird.Para Uri Dadush, diretor do grupo responsável pela realização do relatório, a despeito do declínio do comércio mundial, os políticos tanto de países emergentes como de nações ricas devem ''conter a tentação de recorrer ao protecionismo, que apenas irá aprofundar e prolongar a crise atual''. Segundo o Bird, a maior parte dos países emergentes reagiu à alta de alimentos e de combustíveis ampliando programas de investimentos sociais capazes de prevenir a malnutrição e seus efeitos de longo prazo. Muitos governos chegaram a gastar 2% de seus PIBs em programas assistenciais, mas, devido a falhas cometidas na implantação desses projetos, apenas 20% desses investimentos chegaram às pessoas necessitadas. O Bird, no entanto, oferece algumas perspectivas otimistas, ao dizer que já há ligeiros sinais de recuperação, como a a estabilização do setor de moradia nos Estados Unidos e uma melhora nas condições de crédito americanas, devido aos pacotes de investimentos implantados pelo governo dos Estados Unidos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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