Crise da BRA não afeta previsão de entregas, diz Embraer

Fabricante fechou contrato de R$ 1,4 bi, neste ano, para entrega de 20 jatos à companhia

Beth Moreira, do Estado,

07 de novembro de 2007 | 13h44

A Embraer informou nesta quarta-feira, 7, que está acompanhando com atenção as notícias sobre a crise financeira da BRA e esclarece que possíveis desdobramentos deste tema não afetarão negativamente previsões de entregas anteriormente divulgadas pela empresa.  Em agosto, a empresa havia fechado um contrato de compra de R$ 1,4 bilhão de 20 jatos da Embraer. Para corroborar o maior contrato para fabricação de aviões fechado no Brasil, menos de um mês depois, uma cerimônia na sede da Embraer foi chancelada pela presença do presidente Luís Inácio Lula da Silva.  Na terça-feira, porém, a empresa cancelou a venda de suas passagens e seus vôos e deu aviso prévio para 1.100 funcionários. A empresa, que em seu auge chegou a transportar 180 mil passageiros por mês, tinha 70 mil passagens vendidas até março de 2008. Em nota divulgada na terça, a BRA afirmou que a suspensão é "temporária", mas não tem previsão de quando voltaria. Contudo, analistas dizem que é praticamente impossível uma companhia aérea voltar a operar depois de uma parada. "Não existe esse negócio de companhia aérea parar. Transbrasil e Vasp prometeram voltar, mas não saíram do chão", afirma o consultor Paulo Bittencourt Sampaio.  Mesmo assim, a Embraer fez questão de confirmar, por meio de nota divulgada nesta quarta, que deverá entregar a encomenda feita pela BRA. Com Irany Tereza

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