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Crise da dívida da zona do euro está longe de ser superada--OCDE

A crise da dívida pública da zona do euro não está superada, apesar de os mercados financeiros terem se acalmado este ano, disse a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira, com um alerta de que os bancos do bloco permanecem fracos, que os níveis de dívida ainda estão aumentando e que as metas fiscais estão longe de serem asseguradas.

ROBIN EMMOTT, REUTERS

27 de março de 2012 | 09h29

Na medida em que a zona do euro se encaminha para sua segunda recessão em apenas três anos, a OCDE disse que a região de 17 países precisa de reformas econômicas ambiciosas e que não há espaço para complacência.

"A confiança do mercado na dívida soberana da região do euro é frágil", disse o centro de estudos econômicos sediado em Paris em relatório sobre a situação da saúde da zona do euro. "A perspectiva para o crescimento é excepcionalmente incerta e depende da resolução da crise de dívida soberana", disse a OCDE.

Diferentemente das previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Comissão Europeia, a OCDE prevê crescimento de 0,2 por cento no bloco em 2012, em vez de uma contração absoluta.

Embora os economistas internacionais estejam divididos sobre quão profunda será uma eventual recessão neste ano, a maioria concorda que a fraca confiança empresarial e a austeridade orçamentária estão minando o poder de compra das famílias europeias, puxando para cima o desemprego e deixando a demanda da Ásia e dos Estados Unidos como motor do crescimento.

Dois anos após iniciada a epopeia da dívida soberana da zona do euro, o compromisso dos líderes da União Europeia com a disciplina fiscal e os estímulos do Banco Central Europeu (BCE) de 1 trilhão de euros para os bancos esfriaram o pânico nos mercados financeiros que no final do ano passado, o que havia conduzido os yields dos títulos italianos e espanhóis para níveis quase insustentáveis.

Os níveis de dívida governamental da zona do euro devem atingir 91 por cento da produção econômica no próximo ano, ainda que o bloco cumpra alguns dos mais profundos programas de austeridade em meio século, e bem acima dos limites da União Europeia para uma economia saudável.

A OCDE, que acompanha as economias industrializadas para promover o crescimento, alertou que metas de corte de déficit precisam atingir um equilíbrio com o que é realista e politicamente possível, ou os sistemas de imposição da União Europeia perderão credibilidade.

A zona do euro deve "fixar planos orçamentários de médio prazo mais detalhados e confiáveis", disse a OCDE. A crise pode ter aumentado a determinação dos formuladores de políticas para impor austeridade, mas as recessões neste ano nos países do sul da Europa podem dificultar para os líderes da zona do euro e para a Comissão Europeia imporem sanções sobre os estados-membros que não atingirem as metas.

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