Crise da Varig depende de ´proposta séria´, diz Defesa

O ministro da Defesa, Waldir Pires, disse nesta quarta-feira que a saída para a crise financeira da Varig só acontecerá quando houver uma proposta empresarial "consistente e séria", o que, até agora, na visão do ministro, não apareceu. Sobre a oferta da VarigLog, por meio da Volo do Brasil, para comprar a companhia aérea, Pires disse que ela não é consistente porque não deixa claro como serão resolvidas as dívidas da empresa. O montante desse endividamento varia, de acordo com as fontes, entre R$ 7 bilhões e R$ 10 bilhões. "Há questões de natureza dessa proposta que estão sem clareza de viabilização, na medida em que não assume as responsabilidades totais sobre os passivos´, afirmou o ministro após participar da cerimônia de homenagem ao dia do Exército no Quartel General em Brasília. "Alguma coisa (proposta) séria, que tenha consistência e que mereça confiança, ainda não apareceu", completou. Ele afirmou, no entanto, que a empresa tem saída, mas para isso é preciso haver um "esforço de todos e uma operação empresarial consistente". Ele ressaltou que o fato de a empresa ter a proteção do judiciário - por causa da recuperação judicial - tornam essa saída mais fácil de ser encontrada. Prazo para cobranças Questionado sobre as sugestões de que os credores estatais dêem um prazo para que a Varig fique sem pagar as dívidas e tarifas, como as aeroportuárias com a Infraero e o custo do combustível com a BR Distribuidora, Pires declarou que essas situações podem trazer problemas para os dirigentes das estatais. "Se elas (as empresas) não executarem seu trabalho de cobrança, ficarão os diretores suscetíveis de irem para a cadeia, serem apontados como prevaricadores e de não cumprirem o seu dever", afirmou, acrescentando que ainda haveria uma cobrança por parte de outras companhias aéreas para terem tratamento semelhante.

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