Crise de crédito é menos grave do que em 2008, diz ministro português

Segundo  José Vieira da Silva, ministro da economia, a situação de risco em relação à dívida não é tão grave quanto a reação dos mercados fazem parecer

Jair Rattner, da Agência Estado,

21 de setembro de 2010 | 16h40

O ministro da Economia de Portugal, José Vieira da Silva, afirmou que a atual crise de crédito deverá ser menos grave do que a crise financeira de 2008. "Os setores afetados são os menos dependentes do financiamento externo, o que é menos negativo do que a aconteceu em 2008 e 2009, em que o comércio internacional foi afetado pela crise financeira de forma brutal", disse Vieira da Silva durante encontro com a imprensa estrangeira.

Segundo o ministro, a situação de risco em relação à dívida não é tão grave quanto a reação dos mercados fazem parecer - ontem, a taxa de retorno dos títulos da dívida portuguesa bateu o recorde de 370 pontos acima dos bônus do Tesouro alemão. "Fico um pouco espantado com a permanente sobrevalorização dos riscos futuros em relação aos resultados presentes."

Vieira da Silva justificou a afirmação com o registro histórico das estimativas do mercado em relação ao que ocorreu: "As estimativas para o próximo ano são de crescimento inferior ao deste ano, mas no passado as estimativas também eram inferiores ao que está a ocorrer. As exportações estão crescendo acima de dois dígitos, 12% a 13%, quando a estimativa era de 4,3%."

Vieira da Silva diz que não acredita que a economia volte a cair numa recessão: "Compreendo as agências, quando dizem que é necessário consolidar as finanças públicas e que a economia cresça, mas não temos nenhuma indicação disso de uma nova recessão. É claro que os indicadores têm que ser analisados de uma forma cautelosa. Não posso dizer que estão afastados todos os riscos, mas vale a pena valorizar todos os fatores que são positivos."

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