BRUNO FIGUEIREDO | PAGOS
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Crise deixa 70% das prefeituras de Minas sem dinheiro para o 13º

Problema está na queda na receita e no aumento das despesas, apontou a Associação Mineira de Municípios

Rene Moreira, ESPECIAL PARA O ESTADO

18 Novembro 2016 | 06h00

A crise nas prefeituras do país é bastante sentida em Minas Gerais. De acordo com a Associação Mineira de Municípios, cerca de 70% das administrações municipais enfrentam dificuldades para pagar o 13.º salário dos funcionários neste ano. O problema para a maioria é a queda na receita e o aumento das despesas.

É o caso de Lavras (MG), no sul do Estado, onde os servidores deverão receber apenas parte do benefício em 2016. A previsão é de que 30% do 13.º salário sejam depositados nas contas dos funcionários somente no ano que vem.

A cidade é apenas um exemplo do que ocorre também em outros municípios, alguns até com maior gravidade. “Muito servidor vai virar o ano tendo recebido apenas uma parte do benefício ou talvez até nada”, diz Antônio Andrada (PSB), prefeito de Barbacena (MG) e presidente da Associação Mineira de Municípios, que responde por 853 prefeituras.

Andrada declarou ao Estado que tem município dividindo o 13.º em duas ou três vezes, ou até mesmo dizendo que não terá como efetuar o pagamento. “Muitos já estão até com o salário normal atrasado, então pagar o benefício é outro desafio”, afirmou.

Andrada alega que a culpa não é dos prefeitos. “Eles não gastaram a mais, o problema é que a receita foi caindo e as perdas se acumulando”, justifica.

Para piorar, o presfeito de Brabacena alega não existir uma fórmula para resolver o problema. “Não temos orientação a dar aos prefeitos, até porque seria preciso cortes duros para enfrentar esta crise e isso afetaria serviços essenciais, como saúde e educação.”

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