carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Crise demanda injeção de capital até 2011, diz Banco Mundial

Presidente da instituição reconhece que medidas já evitaram 'um grande problema', mas prevê um 2010 'incerto'

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

02 de outubro de 2009 | 08h25

Este ano tem sido "difícil", o próximo ano parece "altamente incerto" e mais capital pode ser necessário até 2011, afirmou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Mas ele ponderou que a injeção pública em larga escala de recursos financeiros, incluindo por credores multilaterais, evitou um grande problema. "O perigo hoje não é mais uma economia em colapso, mas a complacência", disse Zoellick, durante entrevista coletiva em Istambul.

Veja também:

linkReunião na Turquia marca novo FMI, diz diretor do fundo

especialUm ano após auge da crise, economia se recupera

especialAs medidas do Brasil contra a crise

especialDicionário da crise 

especialComo o mundo reage

 

O Banco Mundial, que financia atividades em nações em desenvolvimento por meio de órgãos como a International Finance Corporation (IFC), vem tentando se mostrar à altura do desafio que a crise de crédito global gerou às economias emergentes, disse ele. Mas mais recursos provavelmente serão necessários, acrescentou. O IFC, por exemplo, "enfrenta uma possível limitação de capital" até por volta de 2011 se continuar atendendo a demanda crescente, disse Zoellick.

O crescimento nos mercados emergentes pode servir para substituir a demanda do consumidor dos Estados Unidos como condutor da economia global, tornando o apoio a países em desenvolvimento uma exigência crucial de política, afirmou Zoellick. Ele pediu que os direitos de voto dos países em desenvolvimento no Banco Mundial aumentem para representar 50% do total.

"Uma economia multipolar, menos dependente do consumidor dos EUA, será uma economia mais estável", disse. A recuperação econômica deverá ser lenta, com particular incerteza sobre como o setor privado vai assumir a tarefa quando os governos começarem a desfazer os pacotes de estímulo, afirmou Zoellick.

 

Futuro do dólar

 

O presidente do Banco Mundial disse que o dólar manterá seu status de moeda de reserva internacional, mas que muito depende de como as autoridades norte-americanas irão lidar com a saída da crise econômica e financeira. "Acredito que o dólar continuará sendo a principal moeda de reserva", afirmou Zoellick em entrevista à TV francesa France 24.

 

"Quando vimos a crise chegar, as pessoas voltaram-se para o dólar", observou. "Mas acredito que o euro teve um desempenho muito bom; o Banco Central Europeu (BCE) ajudou, de algum modo, a garantir sua credibilidade". Entretanto, observou Zoellick, "a verdadeira questão para o dólar é se as autoridades norte-americanas irão reconhecer os desafios nos próximos cinco, dez ou 15 anos".

 

"Saindo da crise, irão lidar com os déficits orçamentários? Serão capazes de saírem da crise com uma política monetária não inflacionária?", questionou.

 

"A moeda chinesa terá uma grande influência", adicionou o presidente do banco mundial. "O euro ficará mais forte, mas isso depende" da recuperação econômica da região e da liquidez do setor financeiro dos 16 países da região. Zoellick está em Istambul para o encontro anual do Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Banco Mundialcapital

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.