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Crise deve atingir a economia real, diz presidente do Citi

William Rhodes disse que isso dependerá em boa parte de como os consumidores americanos sejam afetados

Rolf Kuntz, do Estadão,

06 de setembro de 2007 | 19h17

A crise do mercado hipotecário ainda não terminou e vai contaminar a economia real, disse hoje o presidente do Citigroup, William Rhodes. Ainda não se pode avaliar a extensão do estrago, ressalvou o banqueiro, e isso dependerá em boa parte de como os consumidores americanos sejam afetados. Os bancos centrais mais poderosos precisarão, segundo ele, terão de pôr dinheiro no mercado para evitar conseqüências piores. Os próprios bancos centrais são os vilões da história das crises financeiras dos últimos dez anos, disse o presidente do banco Morgan Stanley para a Ásia, Stephen Roach, ele mesmo um ex-economista do Federal Reserve, o BC americano. "Quando eu estava no Fed não se toleravam bolhas", comentou Roach. Os bancos centrais, segundo ele, não acompanharam as mudanças da economia mundial. Seus dirigentes continuaram voltados os índices de preços ao consumidor, em vez de dar atenção aos preços dos ativos. Com isso, deram espaço à especulação desenfreada, facilitaram a eclosão de crises e foram forçados, depois, a sair em socorro dos imprudentes. O Fed, segundo Roach, está repetindo esse roteiro. Para evitar conseqüências piores, deverá cortar 0,25 ponto dos juros básicos na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto. William Rhodes, veterano de muitas crises, incluída a quebra do México, do Brasil e de vários outros endividados no começo dos anos 80, preferiu jogar parte da responsabilidade sobre os avaliadores de risco das instituições financeiras. Eles têm sido menos severos do que deveriam, segundo a avaliação do banqueiro. Os dois participaram, hoje cedo, de um debate sobre o panorama internacional na reunião promovida pelo Fórum Econômico Mundial em Dalian, um moderno centro financeiro e portuário do norte da China. O único otimista foi o presidente do China Ocean Hipping Group, Wei Jiafu.  China  Segundo ele, a economia chinesa poderá crescer menos nos próximos anos, mas conseguirá manter um ritmo superior ao da média mundial. Ainda não há, na China, sinal de enfraquecimento dos negócios. No primeiro semestre, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em ritmo equivalente a 11,5% ao ano. O ritmo poderá chegar a 12,6% na segunda metade do ano, segundo projeções correntes no mercado financeiro, mas a inflação também se intensifica e a alta dos preços por atacado poderá chegar a 12,3% em 2007, de acordo com estimativa do banco Goldman Sachs. De janeiro a junho os preços ao consumidor aumentaram 3,5%, puxados principalmente pelas cotações dos alimentos.

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