Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Crise deve causar queda de 30% na operação das companhias aéreas

A entidade calcula que, no período de outubro do ano passado a junho deste ano, o apagão já custou R$ 150 milhões às empresas de transporte regular de cargas e de passageiros

Alberto Komatsu, da Agência Estado,

25 de julho de 2007 | 19h44

A intensificação da crise área e as restrições anunciadas ao Aeroporto de Congonhas devem trazer uma redução de 30% na operação das companhias aéreas. A estimativa é do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). A entidade calcula que, no período de outubro do ano passado a junho deste ano, o apagão já custou R$ 150 milhões às empresas de transporte regular de cargas e de passageiros.     Conheça as medidas adotadas pelo governo para reorganizar o transporte aéreo em SP    Entre as empresas especializadas em transporte de cargas, a VarigLog viu seu custo aumentar 23% este mês. O motivo é a transferência de vôos de passageiros de Congonhas para o Aeroporto de Guarulhos (Cumbica). Como a prioridade tem sido atender aos passageiros, os aviões da ex-subsidiária da Varig gastam mais combustível para esperar sua vez de pousar. O querosene de aviação (QAV) representa 35% dos custos de uma empresa aérea.   "Estamos fazendo um levantamento do prejuízo para sensibilizar as autoridades e, eventualmente, pedir uma compensação ao governo", afirma o diretor comercial da VarigLog, Sérgio Sampaio. Cerca de 90% dos vôos da companhia estão concentrados em Cumbica.   A VarigLog está aumentando sua operação de 72 para 110 vôos semanais, com o aumento de sua frota de 25 aeronaves. Outros três aviões chegarão até o final de 2007, quando o seu investimento total será de US$ 250 milhões. A Fedex e a UPS, que operam em Viracopos, informaram que a transferência de vôos de Congonhas não teve impacto em suas operações.   Malha   Além dos prejuízos, as companhias aéreas de vôos regulares também estão revisando todo o seu planejamento de malha de vôos e de frota, conta o secretário-geral do Snea, Anchieta Hélcias.   Segundo ele, haverá "inevitavelmente" redução do número de aeronaves que estavam programadas para 2018. Nesse período, as cinco maiores empresas do setor previam a entrega de 170 aviões.   As operações das empresas de táxi aéreo e de aviação executiva deverão ficar restritas em Congonhas.

Tudo o que sabemos sobre:
Vôo 3054Crise aérea

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.