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Crise dos alimentos dará destaque ao Brasil, diz Stephanes

Ministro afirma, no entanto, que País ainda precisa resolver internamente questões de legislação ambiental

Agência Brasil,

21 de julho de 2008 | 12h26

A crise mundial de alimentos deve se acentuar no prazo de três anos. No entanto, o Brasil pode se beneficiar desse fato por ser o único país do mundo com todas as condições (espaço, tecnologia, água, clima e estrutura de produção de agronegócio) para aumentar a produção, segundo estudo feito pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A afirmação foi feita pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista à Agência Brasil.  Veja também:Entenda os principais índices de inflação  De olho na inflação, preço por preçoEntenda a crise dos alimentos  Alimentos sobem em dose tripla nos países pobres O ministro disse que o Brasil chegará ao fim da crise em posição de destaque no cenário mundial, mas precisa resolver, internamente, questões de legislação ambiental. Stephanes é a favor de que haja flexibilização em relação às áreas que já foram degradadas. "Eu sou tão ambientalista que acho que não devemos derrubar uma árvore para aumentar a nossa produção, mas eu também acho que devemos utilizar o que já está aí."  Entretanto, ele estima que se as leis que condicionam o plantio continuarem avançando nos mesmos patamares de hoje, restarão poucas áreas para cultivo: "teremos congelado de 80% a 85% do território". O aumento da produtividade é o primeiro fator para alcançar um aumento significativo na produção de alimentos, segundo o ministro. Por isso, a preocupação do governo em investir em pesquisas, com a liberação de R$ 1 bilhão para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e de uma linha de crédito de mais R$ 1 bilhão para agropecuaristas interessados em recuperar áreas degradadas. Causas da crise Para o ministro, o que criou esse cenário de crise foi o crescimento da economia em todo o mundo. "Não se conhece na história um período em que a economia mundial tenha crescido de forma global, a taxas tão elevadas, por tempo tão longo. Isso, evidentemente, aumentou renda e aumentou demandas por matérias-primas, por energia e por alimentos. Há um desequilíbrio entre a demanda e a oferta", disse. Dificuldades Segundo Stephanes, "há uma situação fora e uma situação aqui perfeita, com três dificuldades que nós temos ainda: de infra-estrutura interna - o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] prevê já algumas obras para isso -, uma dificuldade cambial, e uma dificuldade da nossa dependência e vulnerabilidade de adubos, que são três questões que nós temos que tratar. Eu diria até que há uma quarta, que é a questão do meio ambiente".

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