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Crise é a maior desde a Grande Depressão, diz Bernanke

Em discurso em universidade, presidente do Fed aconselha estudantes a permanecerem otimistas e flexíveis

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

22 de maio de 2009 | 15h59

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, deixou em segundo plano seu papel de principal economista dos Estados Unidos durante um discurso realizado para alunos da Escola de Direito de Boston e aconselhou os estudantes a continuarem "otimistas" e "flexíveis" durante o período de dificuldades econômicas.

 

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Segundo Bernanke, a economia norte-americana está em recessão, o mercado de trabalho está fraco e a crise financeira é "a mais grave desde a Grande Depressão". Ele afirmou aos estudantes que restaurar a economia e "maximizar a oportunidade econômica" são as principais funções do Fed.

 

"Muitos de vocês podem não ter conseguido o emprego que gostariam; alguns de vocês podem ter recebido propostas que foram canceladas. Eu não minimizo estas restrições e decepções de forma alguma", disse Bernanke. "Meu conselho a vocês é que permaneçam otimistas. As coisas geralmente dão certo. Meu segundo conselho é que sejam flexíveis, até mesmo aventureiros, enquanto estiverem no início de suas carreiras", acrescentou.

 

O presidente do Fed não fez comentários mais aprofundados sobre economia ou política monetária durante seu discurso e chegou a aconselhar os repórteres presentes ao evento que fossem "tomar um café".

 

O discurso de Bernanke foi polvilhado com referências a John Lennon e Louis Pasteur e com algumas histórias pessoais. Ele contou, por exemplo, que conheceu sua esposa, Anna, em um encontro às cegas. Ele também relembrou seus primeiros dias na Universidade de Harvard e afirmou que nunca poderia ter se preparado para os eventos específicos dos últimos 21 meses.

 

"Mas acredito que os meus esforços para expandir os horizontes e manter uma perspectiva ampla ao longo da minha vida me ajudaram a lidar melhor com os desafios que surgiram no caminho", acrescentou.

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