Crise é a mais longa desde 1945

Recessão já dura 18 meses, mais que as de 70 e 80

Nalu Fernandes, NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

A economia dos Estados Unidos atravessou neste segundo trimestre a fronteira que demarca a recessão mais longa da história desde a 2ª Guerra Mundial, ou pós-Grande Depressão, de acordo com as medições do National Bureau of Economic Research (NBER), órgão que classifica os ciclos econômicos no país. Neste mesmo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) americano deve ter o último declínio trimestral no processo de recessão em andamento, segundo expectativa dos analistas em Wall Street. No trimestre seguinte, os números devem partir para o território positivo.Em maio, a recessão nos EUA possivelmente entrou no décimo oitavo mês de duração, desde o início do processo em dezembro de 2007 - data estabelecida pelo NBER. Isso significa que a recessão já é a mais longa desde o término da Grande Depressão, uma vez que as duas mais longas recessões haviam durado 16 meses cada uma, a primeira em meados da década de 1970 e a segunda no início da década de 1980.No primeiro trimestre, a duração da recessão atual empatava com as duas anteriores. Mas a revisão do PIB ontem mostra que a economia permanecia em "severa recessão no primeiro trimestre", mesmo com o ajuste de -6,1% para -5,7%, cita o vice-presidente para mercados globais do Bank of New York Mellon, Michael Woolfolk.A queda de 5,7% no primeiro trimestre, na sequência do declínio de 6,3% do trimestre anterior, mostra que "a contração do PIB nos dois trimestres é a pior em seis décadas", avalia Nariman Behravesh, economista da consultoria americana Global Insight.Agora no segundo trimestre, as projeções indicam que a queda do PIB será mais branda. As previsões em Wall Street projetam que o resultado do PIB deve ficar no intervalo entre -3,0% a -0,5%. "Todos os dados sugerem que a taxa de declínio da atividade econômica está tendo desaceleração", acrescenta Behravesh.

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