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Crise é essencialmente política, diz Amaral

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, acredita que as medidas econômicas anunciadas na semana passada pelo governo não são suficientes para acalmar a especulação no mercado, porque a crise financeira é "essencialmente política". "Existe um cenário internacional que também contribui para essa incerteza. Mas no ano passado, quando houve uma crise muito séria, as medidas que o governo tomou tiveram uma reação imediata. Agora, este ano, o governo está fazendo e continuará fazendo tudo que está ao seu alcance?, disse. Segundo o ministro, é preciso que os partidos e os candidatos também assumam suas responsabilidades, porque eles também são parte desta questão, na medida em que, a partir de primeiro de janeiro de 2003, havará outros responsáveis pela condução da política econômica ?e os investidores querem saber o que eles vão fazer", afirmou em entrevista à Agência Estado.Amaral acredita que o secretário do Tesouro norte-americano, Paul O´Neill, não avaliou corretamente o impacto que suas declarações teriam no Brasil. O´Neill disse na última sexta-feira que se oporia à concessão de mais crédito do FMI ao Brasil. Para o ministro, as declarações também eram desnecessárias porque o governo brasileiro não está negociando outra ajuda financeira com o Fundo Monetário Internacional (FMI)."Eu acho que é preciso que as pessoas entendam bem que essa excitação e incertezas dos mercados não se devem aos fundamentos da economia brasileira que são bons, e são os mesmos que havia há seis, oito ou 10 meses atrás, e que não há condições de tranquilizar os mercados unicamente mediante as medidas econômicas que estão sendo tomadas. Acho que o Ministério da Fazenda e o Banco Central estão agindo com muita rapidez e eficiência, mas se o núcleo da questão é político a resposta tem de ser política", afirmou.

Agencia Estado,

25 de junho de 2002 | 10h40

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