Crise econômica deve dominar reunião da Apec no Peru

Líderes da região Ásia-Pacífico se reúnem neste final de semana e devem se preparar para o pós-crise

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 16h13

Quando os presidentes, primeiros-ministros e um sultão do fórum para a Cooperação da Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) se encontrarem em Lima, neste fim de semana, a principal preocupação será dar uma resposta coletiva à crise financeira e econômica global. O Peru será sede do encontro de representantes das 21 economias, que se encontram todos os anos em um país diferente para estreitar laços econômicos e comerciais. Desta vez, a instabilidade do mercado financeiro e a perspectiva de uma recessão devem ganhar o topo da agenda. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise   "Esse será o primeiro encontro para se preparar para o pós-crise, que chegará mais rapidamente que o esperado", afirmou o presidente peruano, Alan García, na terça-feira. O encontro da Apec ocorre após as reuniões do G-20 no Brasil e nos Estados Unidos, que centraram as discussões na crise. Para o ministro das Relações Exteriores da Austrália, Stephen Smith, o fato de o encontro ser tão próximo das reuniões do G-20 pode ajudar na coordenação e no planejamento da resposta à crise. Smith afirmou que é importante pensar também em mudanças estruturais de longo prazo, necessárias para "continuar a impulsionar a liberalização do comércio". A mais importante funcionária dos EUA envolvida com a Apec, a embaixadora Patricia Haslach, enfatizou que os encontros da Apec não são sessões de negociação, mas sim de realização de medidas de "construção da confiança". No encontro em Lima, os líderes se encontrarão sozinhos, sem ministros ou assessores, em duas ocasiões, no sábado e na manhã de domingo. Além disso, há vários encontros bilaterais antes do encontro, em busca de pontos comuns na agenda entre as nações. Ministros de Finanças e outros funcionários da Apec se encontraram na cidade de Trujillo, no norte peruano, no início deste mês. Na ocasião, divulgaram um comunicado se comprometendo com mecanismos para responder rapidamente a problemas nos mercados financeiros e promover o comércio internacional. A Apec começou em 1989, como um grupo informal em nível ministerial, de 12 membros. Agora tem 21 economias, que respondem por mais de um terço da população mundial, mais de 50% do Produto Interno Bruto do planeta e mais de 41% do comércio mundial. Em vez de nomear os membros como nações, a Apec se refere a eles como economias, em parte uma concessão a Taiwan e Hong Kong.

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