Crise eleva aversão ao risco e derruba mercados agrícolas

Cenário: Ana Conceição

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h06

A forte aversão ao risco que dominou os mercados ontem pesou novamente sobre os preços dos produtos agrícolas negociados nas bolsas dos Estados Unidos. Investidores e outros participantes venderam maciçamente ativos considerados mais arriscados, categoria em que estão as commodities, com sinais de que a crise está afetando a Alemanha, o país mais sólido da Europa, e a China, que puxa a economia mundial. Além do temor de que os problemas da zona do euro contaminem cada vez mais países, há a percepção de que a desaceleração global diminuirá a demanda por alguns itens da pauta agropecuária.

Em meio ao nervosismo generalizado dos mercados ontem, o dólar serviu como refúgio e a valorização da moeda contribuiu para pressionar as bolsas agrícolas. Sob efeito da crise, em Chicago, as cotações dos grãos caíram 10%, em média, apenas em novembro. Ontem, as perdas foram lideradas pela soja. O contrato janeiro cedeu 2,65%, para US$ 11,2250 por bushel. O contrato do milho para dezembro recuou 1,69%, a US$ 5,9550 por bushel e o mesmo vencimento do trigo caiu 1,45%, a US$ 5,9425.

Na Bolsa de Nova York, as perdas foram generalizadas. O contrato março do açúcar cedeu 1,49%, para 23,09 centavos de dólar por libra-peso. Além da piora no cenário macroeconômico, a notícia de que as áreas produtoras de cana da Tailândia começam a se recuperar das enchentes recentes também pressionou o mercado do produto. O preço do café caiu 0,63%, para 235,40 centavos de dólar por libra-peso, no contrato março.

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